“Meu ministério também sofreu”, diz Moro sobre contingenciamento

Ministro da Justiça e da Segurança Pública também defendeu a aprovação do pacote anticrime no Congresso e Coaf sob seu comando

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atualizado 16/05/2019 9:25

Questionado sobre o bloqueio de verbas na Educação, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que houve cortes em todas as áreas e que fica triste quando a situação econômica afeta seu ministério. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Central GloboNews, na noite dessa quarta-feira (15/05/2019).

“Confesso que quando meu ministério sofre esses cortes, eu não fico feliz, fico desanimado. Mas eu sei que o próprio ministro [da Economia] Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro não ficam contentes”, declarou.

Moro se mostrou alinhado com o discurso do governo, avaliou haver influência político-ideológica nas manifestações contra o contingenciamento na educação e defendeu a aprovação da reforma da Previdência.  

“Eu acho que esses movimentos deveriam servir como alerta de que é necessário fazer essas reformas para ter recursos disponíveis para outras áreas”, opinou. 

O ministro da Justiça e da Segurança Pública fez a defesa do pacote anticrime, em tramitação no Congresso, e voltou a dizer que o Controle de Atividades Financeiras (Coaf) será melhor aproveitado se ficar sob seu comando.

“Não controlo a pauta do Congresso nem os parlamentares. O que posso fazer, como ministro, é tentar convencê-los”, disse.

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