Para Moro, Coaf no Ministério da Justiça “não é uma questão pessoal”

A declaração ocorreu após a aprovação do parecer que analisa a reforma ministerial. Deputados decidiram transferir o órgão para a Justiça

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 10/05/2019 16:19

O ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que a permanência do Coaf (Controle de Atividades Financeiras) na pasta que comanda não é uma “questão pessoal”. “Defendi a medida para fortalecer o combate à corrupção, à lavagem de dinheiro, ao crime organizado e ao financiamento ao terrorismo”, escreveu, em sua conta oficial do Twitter, na última quinta-feira (9/5).

A declaração foi uma resposta à aprovação do parecer da comissão mista que analisa a Medida Provisória 871, que trata da reforma ministerial de Jair Bolsonaro (PSL). Deputados decidiram por voltar o Coaf para o Ministério da Economia, assim como era nos governos anteriores.

Nesta sexta (10/5), o ministro também usou as redes sociais para exaltar o órgão após uma solenidade de outorga do Diploma de Mérito COAF de 2019. Ele disse que o “Coaf está em casa” e ressaltou que “se sentiu em casa” desde que assumiu o comando da pasta.

“Como disse ontem, o COAF está em casa e eu me senti em casa. Parabéns aos agraciados pelo prêmio, todos na pessoa do ex Presidente do COAF por mais de dez anos, Antônio Gustavo, que disse que fui o primeiro Ministro que viu ir no COAF”, escreveu.

Apesar do que diz Moro, se o plenário da Câmara e do Senado decidirem, de fato, pela mudança, será mais uma derrota do Planalto no Parlamento. Isso porque o chefe da pasta tem defendido, inclusive em encontros com deputados, a permanência do Coaf sob seu comando, com a justificativa de que ajudaria no combate à corrupção.

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