Enviada especial a São Paulo (SP) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez uma publicação no Twitter, na manhã desta terça-feira (5/2), em que nega ter havido piora na recuperação. Ele está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e teve a previsão de alta médica adiada por pelo menos uma semana devido a um tratamento com antibióticos. “Meu estado de saúde neste momento encontra-se em plena evolução e estou feliz em compartilhar este sentimento com todos! Um dia de cada vez!”, declarou na postagem.

De domingo para segunda-feira (4/2), de acordo com o mais recente boletim médico divulgado, o presidente ficou febril (37,3º C). Também houve alteração em alguns exames laboratoriais de Bolsonaro. Foi constatado líquido no local em que estava a bolsa de colostomia e, após procedimento de punção, um dreno foi colocado no abdome. Na noite de domingo (3/2), ele iniciou a medicação para evitar infecções.

Bolsonaro está em tratamento depois de ter sido submetido a uma cirurgia no intestino, no dia 28 de janeiro. Na ocasião, foi retirada a bolsa de colostomia usada desde o atentado à faca sofrido na campanha eleitoral, em setembro de 2018. Durante a internação, ele exerce as funções do Executivo de um gabinete improvisado na antessala do quarto onde se recupera.

O porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, informou que a evolução do presidente está dentro do esperado pelos médicos. “Essas intercorrências, com altas e baixas, são normais”, disse, na tarde de segunda-feira. No entanto, o avanço na agenda oficial do presidente foi adiado após o novo quadro. Estava prevista para esta semana a liberação das visitas de ministros.

Com a retomada dos movimentos intestinais, o presidente já teve episódios de evacuação. “Está, no momento, sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva. Segue com sonda e com visitas restritas”, completou o porta-voz. Sobre o acúmulo de líquido, Rêgo Barros disse: “Os médicos me explicaram que isso pode acontecer. Esse líquido, por consequência, pode gerar outras intercorrências”.

Comando do país
Jair Bolsonaro exerce a Presidência da República do leito hospitalar desde o dia 30 de janeiro, embora a agenda oficial esteja pouco movimentada. As recomendações médicas são para que o presidente evite receber integrantes do governo no hospital e se comunique com ministros por videoconferência. Contudo, o presidente também já despachou pessoalmente.

Procedimento cirúrgico
O procedimento realizado no dia 28 de janeiro foi comandado pelo médico gastroenterologista Antonio Luiz Macedo. O presidente da República está internado desde o dia 27 e deve permanecer no hospital até a completa recuperação. Até o dia 29 de janeiro, o general Hamilton Mourão comandou o Palácio do Planalto como presidente em exercício.

Esta foi a terceira vez que o presidente passou por uma cirurgia desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).