Enviada especial a São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro (PSL), internado no hospital Albert Einstein desde o último domingo (27/1), já apresentou melhoras no seu estado de saúde após a cirurgia à qual foi submetido. É o que informou o porta-voz da presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, em coletiva de imprensa.

“[Bolsonaro] Manteve-se estável, permanece em jejum oral e tomando analgésicos. Realizou fisioterapia respiratória e motora com sucesso. Sentou em poltrona e conversou”, relatou.

De acordo com o porta-voz, a partir da próxima quarta-feira (30), Bolsonaro vai retornar ao trabalho e reassume o posto de presidente da República às 7h. Por ora, no entanto, ainda não há previsão de o presidente receber a visita de ministros no hospital.

Na tarde desta terça-feira (29), segundo Rêgo Barros, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, visitou o presidente e passou algumas horas com ele.

Mais cedo, o hospital Albert Einstein emitiu uma nota informando que o presidente vinha tendo uma “boa evolução clínica”.

“O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, apresenta boa evolução clínico-cirúrgica após procedimento de reconstrução do trânsito intestinal e extensa lise de aderências realizado nesta segunda-feira”, diz trecho da nota.

O chefe do Executivo nacional segue internado na UTI. O corpo clínico informou, no entanto, que não houve novos sangramentos na região abdominal após o término da cirurgia.

“[O presidente] permanece afebril e sem disfunções orgânicas. Mantém-se em jejum oral, recebendo analgésicos para controle de dor, hidratação endovenosa e medidas de prevenção de trombose venosa”, prossegue a nota.

Primeira postagem
Mais cedo, pelo seu Twitter, o presidente se manifestou e afirmou que os tempos que antecederam a cirurgia foram difíceis.

Procedimento
O procedimento realizado nessa segunda-feira (28/1) foi comandado pelo médico gastroenterologista Antonio Luiz Macedo. Bolsonaro está internado desde sábado (27) e deve permanecer no hospital por mais 10 dias, até sua completa recuperação. Nas primeiras 48 horas, o general Hamilton Mourão comanda o Palácio do Planalto como presidente em exercício.

Em seguida, Bolsonaro pretende despachar de dentro do Albert Einstein. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) montou uma estrutura com computador, telefone, internet e impressora para que o presidente possa trabalhar enquanto se recupera da cirurgia. A ideia é que ele se comunique com os demais ministros por videoconferência.

Até agora, o general Augusto Heleno e o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, além de alguns auxiliares mais próximos do gabinete pessoal, viajaram a São Paulo. Eles ficarão hospedados no hotel onde foi montado um pequeno “quartel-general” de apoio ao governo.

Ataque
Esta é a terceira vez que o presidente se submete a procedimento cirúrgico desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. Atingido no intestino, Jair Bolsonaro teve de usar bolsa de colostomia.

O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).