Enviada especial a São Paulo (SP) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou documentos levados pelo subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, no quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta quinta-feira (31/1).

Este é o segundo dia com Bolsonaro exercendo a Presidência da República do leito hospitalar. Ele se recupera da cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia. As recomendações médicas eram para que Bolsonaro não recebesse integrantes do governo e se comunicasse por meio de videoconferências com a equipe ministerial. Contudo, ele já despachou do quarto de internação.

A documentação assinada pelo presidente nesta quinta, segundo o Palácio do Planalto, diz respeito à medida provisória (MP) prorrogando gratificações a servidores e empregados públicos requisitados pela Advocacia-Geral da União e regulamentando a representação judicial de servidores processados por atos praticados em serviço; à estrutura regimental da Vice-Presidência; alterações na estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e retificação na estrutura da Casa Civil.

Saúde do presidente
Jair Bolsonaro (PSL) apresenta boa evolução clínica, sem febre ou infecção, e segue com visitas restritas. “Brilhante e ansioso para voltar ao combate”, é assim que o presidente se sente, de acordo com o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Ele acrescentou: “É um homem forte, fisicamente e emocionalmente, que estará logo de volta para dar continuidade e conduzir nosso país rumo a um futuro brilhante”.

O presidente segue na fisioterapia para ficar o mínimo de tempo no hospital. “Na caminhada [pelos corredores], ele nos surpreendeu com sua disposição”, disse o porta-voz. Ele ressaltou que Bolsonaro andou sem ajuda de equipamentos na volta ao quarto.

Na quarta-feira, conforme boletim médico divulgado, o presidente recebeu alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), fez fisioterapias e exercícios. Bolsonaro caminhou cerca de 140 metros no corredor do hospital, assistiu ao noticiário pela televisão e chegou a trocar mensagens pelo celular.

Procedimento cirúrgico
O procedimento realizado nessa segunda-feira (28) foi comandado pelo médico gastroenterologista Antonio Luiz Macedo. Na ocasião, a equipe do hospital retirou a bolsa de colostomia que era usada por Bolsonaro desde a segunda cirurgia, realizada após ele sofrer um atentado durante a campanha eleitoral.

O presidente da República está internado desde domingo (27) e deve permanecer no hospital por mais 10 dias, até sua completa recuperação. Até terça-feira (29), o general Hamilton Mourão comandou o Palácio do Planalto como presidente em exercício.

Ataque
Essa foi a terceira vez que o presidente se submeteu a procedimento cirúrgico desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. Atingido no intestino, Jair Bolsonaro teve de usar bolsa de colostomia.

O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).