Entenda a cirurgia realizada no presidente Jair Bolsonaro

“Aderências” encontradas na região do abdômen são parte do processo de cicatrização normal do organismo. Alta deve acontecer em 10 dias

Gui Prímola /MetrópolesGui Prímola /Metrópoles

atualizado 28/01/2019 23:04

A equipe médica que operou o presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (28/1) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, optou por uma técnica chamada colectomia direita, na qual parte do intestino grosso é retirada para que seja feita uma ligação direta entre os intestinos delgado e grosso.

De acordo com a explicação do porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, a cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, que estava prevista para durar entre quatro e cinco horas, estendeu-se por sete horas por causa das “aderências” encontradas na região operada. As “aderências” são consequência do processo de cicatrização natural do organismo, pois Bolsonaro já havia passado por duas cirurgias anteriores no local e a tendência natural do tecido é se reconstituir.

Arte: Gui Prímola/Metrópoles

Especialista nesse tipo de operação, o professor da Universidade de Brasília (UnB) João Batista de Sousa explica que a retirada de aderências na parte de dentro do abdômen exige bastante cuidado, pois qualquer imprecisão pode levar a uma contaminação da região. “O desfazimento das aderências exige grande habilidade da equipe médica”, afirma.

Sobre a retirada de parte do intestino grosso, o professor da UnB esclarece que não há prejuízo para o paciente, pois os intestinos delgado e grosso se adaptarão para realizar as funções que eram executadas anteriormente pela parte retirada. A primeira etapa da recuperação dura cerca de 48 horas, mas a alta hospitalar deve acontecer apenas depois de 10 dias. O trânsito intestinal voltará ao normal em até cinco dias. O chefe da equipe médica que atendeu Bolsonaro é o cirurgião Antônio Luiz Macedo.

Ataque
Esse foi o terceiro procedimento cirúrgico ao qual o presidente se submeteu desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. O golpe atingiu o intestino e foi preciso colocar uma bolsa de colostomia no presidente.

O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).

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