Bolsonaro tem boa evolução clínica, mas segue com visitas restritas

Presidente comanda o país pelo segundo dia direto do quarto onde está internado, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 31/01/2019 17:46

Enviada especial a São Paulo (SP) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresenta boa evolução clínica, sem febre ou infecção e segue com visitas restritas, segundo informou o porta-voz do Planalto, general Otávio Rêgo Barros, na tarde desta quinta-feira (31/1). “Brilhante e ansioso para voltar ao combate”, é assim que o presidente se sente, de acordo com o porta-voz, que acrescentou: “É um homem forte, fisicamente e emocionalmente, que estará logo de volta para dar continuidade e conduzir nosso país rumo a um futuro brilhante”.

O presidente segue na fisioterapia para ficar o tempo mínimo no hospital. “Na caminhada [pelos corredores], ele nos surpreendeu com sua disposição”, disse Rêgo Barros. Ele ressaltou que Bolsonaro andou sem ajuda de equipamentos para voltar ao quarto.

Segundo as informações do porta-voz, Bolsonaro já está falando e, no quarto, conversa com a esposa, filho e assessores. Não fez videoconferência, mas está se comunicando por telefone e falou pessoalmente com os médicos. “O presidente está evoluindo muito bem”, acrescentou. “As dores diminuíram bastante”.

É o segundo dia de exercício do governo direto de um quarto do Hospital Albert Einstein, onde o presidente se recupera de uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. Devido à restrição de visitas, a equipe médica autorizou que o paciente se comunicasse com ministros por meio de  videoconferências.

Nessa quarta-feira (30), conforme boletim médico divulgado, o presidente recebeu alta da unidade de tratamento intensivo (UTI), fez fisioterapias e exercícios. Bolsonaro caminhou cerca de 140 metros no corredor do hospital, assistiu ao noticiário pela televisão e chegou a trocar mensagens pelo celular.

Procedimento cirúrgico
O procedimento realizado na segunda (28) foi comandado pelo médico gastroenterologista Antonio Luiz Macedo. Na ocasião, a equipe do hospital retirou a bolsa de colostomia que era usada por Bolsonaro desde a segunda cirurgia, feita após ele sofrer um atentado durante a campanha eleitoral.

O presidente da República está internado desde domingo (27) e deve permanecer no hospital por mais 10 dias, até sua completa recuperação. Até terça-feira (29), o general Hamilton Mourão comandou o Palácio do Planalto como presidente em exercício.

Ataque
Essa foi a terceira vez que Bolsonaro se submeteu a procedimento cirúrgico desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. Atingido no intestino, o presidente teve de usar bolsa de colostomia.

O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).

Veja o boletim médico divulgado nesta quinta-feira (31/1):

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