Carlos Bolsonaro bate-boca com oposicionistas sobre caso da cocaína

Filho do presidente chamou o petista Reimont de "cabeça de balão" e disse que vereador do PSol tinha que ir pra Venezuela "fazer um regime"

Renan Olaz/CMRJRenan Olaz/CMRJ

atualizado 26/06/2019 20:01

O caso do militar da Força Aérea Brasileira (FAB) preso na Espanha com 39 kg de cocaína fez os ânimos se alterarem na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Carlos Bolsonaro (PSC) discutiu com os oposicionistas Tarcísio Motta (PSol) e Reimont (PT) na tarde desta quarta-feira (26/06/2019) no plenário da Casa. As informações são de O Globo.

A briga teve início após o petista dizer que não se poderia responsabilizar o presidente pela prisão, mas que Bolsonaro precisava dar uma explicação. O “Zero 2” reagiu: “O nome da minha família mais uma vez foi citado anteriormente por um vereador que pra mim é um zero à esquerda literalmente, um vereador cabeça de balão”.

Motta saiu em defesa de Reimont, pedindo respeito ao parlamentar. “Respeito é o cacete. Eu respeito quem eu quiser. E você tem que ir pra Venezuela fazer um regime porque está muito gordinho, tá bom? Relaxa, fofinho, relaxa”, provocou.

O parlamentar do PSol respondeu às declarações de Carlos: “Eu não vou aceitar ser chamado de fofinho. O senhor recomponha-se”. Nesse momento, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (MDB), desligou o microfone de Carlos e disse que iria retirar as palavras de baixo calão das notas taquigráficas da Casa.

“Tem um vereador na minha frente que acusa meu pai, presidente da República, de traficante de drogas, e o senhor vem falar pra mim que quer retirar as minhas palavras de baixo calão? Acho que o senhor não está sendo justo, com todo o respeito”, devolveu o vereador do PSC. O presidente da Casa então disse que, se Tarcísio Motta usou a expressão “traficante de drogas”, isso também seria retirado dos anais da casa.

Questão de segurança

Carlos Bolsonaro não se deu por satisfeito e disparou mais ataques: “Eu creio que ele não seja idiota. Qualquer um aqui sabe que quando um avião presidencial parte para outro país vai antes outro avião para averiguar a questão de segurança. E foi provado que o militar preso em Sevilha, Manoel Silva Rodrigues, não tinha qualquer cargo na Presidência. Não estava diretamente ligado à equipe do presidente. Mas é claro que a esquerda vai ignorar esses fatos”.

“Infelizmente temos aqui fanfarrões que sobem à tribuna sem a mínima preocupação com a verdade, somente para transformar isso aqui em um circo. Eu sei que aquele pessoalzinho ali vai subir, vai sapatear, vai sambar, mas o presidente Jair Bolsonaro vai continuar presidente. O ministro Sergio Moro vai continuar ministro. E a esquerda vai continuar sendo detonada, porque nos destruiu moralmente. E eles vão conhecer o lugar de onde eles vieram, que é a latrina. Ouviu, cabeça de balão. Um abraço ao senhor”, encerrou, referindo-se a Reimont.

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