Bolsonaro sobre acusação a ministro: “Há exagero no inquérito”

Presidente diz que intenção é atingi-lo. Marcelo Álvaro Antônio, que chefia o Turismo, é acusado em casos de candidaturas laranjas do PSL

Isac Nóbrega/PRIsac Nóbrega/PR

atualizado 10/10/2019 20:09

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que há exagero na investigação de supostas candidaturas laranjas pelo PSL que serviu como base para denúncias do Ministério Público de Minas Gerais contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, na última semana. Para Bolsonaro, a intenção é atingi-lo.

“Não sei se é culpado, se é inocente. Pelo que eu sei, até o momento, há exagero no inquérito. Mas vamos aguardar o desenrolar do processo. É um exagero. Mas a intenção não é Marcelo, em primeiro lugar sou eu, Jair Bolsonaro. Querer me rotular como corrupto ou dono aí de laranjal”, disse, em transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira (10/10/2019).

Uma matéria da Folha de S. Paulo informou que o depoimento do assessor parlamentar de Marcelo Álvaro, Haissander Souza de Paula, ligou Bolsonaro à prática de caixa 2. O presidente criticou a publicação e disse que houve falhas na apuração do inquérito que, segundo ele, o incluiu sem indícios suficientes.

“O que aconteceu aqui? O delegado da Polícia Federal fez uma pergunta para o cara lá: ‘Esse recurso (que seria o caixa 2) foi usado na campanha do presidente Jair Bolsonaro?’ Ele falou: ‘Acho que sim’. Pronto. Me carimbaram no processo. Isso aí é uma covardia. Quem fez esse inquérito agiu de má fé ou deveria se aprofundar”, reclamou.

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