Bolsonaro: “Facada não me elegeu, eu já estava eleito”

Presidente disse considerar que a Polícia Federal encerre a investigação sobre o caso, que é mais fácil de desvendar do que o caso Marielle

Andre Borges/Especial para o MetrópolesAndre Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 03/09/2019 20:13

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que a facada que sofreu de Adélio Bispo durante a campanha eleitoral de 2018 não foi decisiva para sua vitória na eleição presidencial.

“Aquela facada não me elegeu. Eu já estava eleito. Eles tentaram botar um fim em uma candidatura”, opinou o presidente.

Durante entrevista para a atriz Antonia Fontenelle, que foi ao ar nesta segunda-feira (02/09/2019), Bolsonaro cobrou soluções para identificação do mandante do ataque feito por Adélio Bispo, recentemente tido como inimputável pela Justiça, e, para isso, citou como exemplo o caso da vereadora carioca Marielle Franco (PSol), executada a tiros em março de 2018, junto com o motorista Anderson Gomes.

“Eu espero há muito tempo que a PF chegue ao final da linha. Entre o meu caso e da Marielle Franco, que a imprensa tanto reverbera, o meu é muito mais fácil de se desvendar. Agora, não se dá atenção para o meu caso”, avaliou.

Em 14 de março de 2018, Marielle seguia para casa com o motorista  e a assessora Fernanda Chaves depois de ter participado de um compromisso público, quando foi atingida por um tiro na cabeça. O ataque aconteceu na Rua Joaquim Palhares, no centro do Rio de Janeiro, e a suspeita de execução passou a ser investigada imediatamente. Atualmente, há dois presos suspeitos: o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e Élcio Queiroz.

Amazônia
Ao se referir às recentes queimadas na Floresta Amazônica, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se 100 mil homens com uma motosserra fossem desmatar a área florestal, demorariam pelo menos um século e, quando voltassem “lá atrás”, já estaria tudo “recuperado”. O chefe do Executivo Federal disse ainda que a floresta é “solução para o mundo e não pode ser problema para o Brasil”.

Quando questionado por Fontenelle sobre a atual onda de críticas de outros países sobre os incêndios florestais, Bolsonaro afirmou que há muito interesse de outros chefes de Estado, que ele “não citaria qual”, nas riquezas naturais da Amazônia. O presidente voltou a dizer que países “como a Alemanha, em especial”, estavam “comprando o Brasil via Fundo Amazônia”.

A Noruega e Alemanha retiraram investimentos para a Amazônia após a decisão do atual governo de reformular o fundo e extinguir o Comitê Orientador do Fundo Amazônia. Só a Noruega deve bloquear o repasse de cerca de R$ 134 milhões para o fundo. Em outra ocasião, o presidente chegou a declarar que os países que falam na preservação da reserva estão, na verdade, interessados em sua exploração. “O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer”, disse ele.

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