Bolsonaro anuncia que recorrerá de absolvição de Adélio Bispo

Justiça baseou decisão em laudos que apontam para insanidade mental do autor do atentado à faca contra o presidente

FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDOFÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 14/06/2019 19:12

Na saída do Palácio da Alvorada na noite desta sexta-feira (14/06/2018), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou ter certeza de que o atentado à facada que sofreu em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral em 2018, foi uma tentativa de assassinato encomendada. O presidente anunciou, ainda, que “tomará providências” em relação à absolvição de Adélio Bispo, autor do crime, recorrendo para tentar derrubar o enquadramento do agressor como mentalmente perturbado.

A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta tarde, com base em laudos que apontam para insanidade mental, que Adélio é inimputável. Com isso, ele é formalmente absolvido, mas terá que ser internado em instituição psiquiátrica por tempo indeterminado. Uma das possibilidades mencionadas por Bolsonaro é pagar pela produção de um novo laudo médico. Mas, segundo ele, isso vai depender do preço.  

“A gente sabe que o circo está armado. Tentaram me assassinar, sim. Eu tenho a convicção de quem foi, mas não posso falar, porque não quero também fazer o pré-julgamento de ninguém”, declarou o presidente.

Bolsonaro voltou a sustentar que o advogado de Adélio disse, em vídeo, que quem pagava seus honorários estava por trás do crime. A gravação foi usada como argumento para que o presidente pedisse que a Polícia Federal reforçasse as investigações, nesta semana. “Eu não tenho dúvida de que acertaram com o Adélio a tentativa de me matar”, enfatizou.

As declarações foram feitas quando o presidente deixava a residência oficial e seguia para base aérea de Brasília. Nesta noite, Bolsonaro participará da cerimônia de abertura da Copa América, em São Paulo.

Últimas notícias