Bolsonaro admite que aprovação de Eduardo no Senado não está garantida

Filho o presidente será indicado para chefiar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, mas precisa passar por sabatina de senadores

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 15/08/2019 11:03

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) admitiu, nesta quarta-feira (14/08/2019), que a aprovação da indicação do filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos Estados Unidos ainda não está garantida no Senado. “Nas sondagens, sim. Apertada. [Mas] A gente não pode correr o risco. Aquele pessoal que é do contra, eles não faltam. E o pessoal que é favorável costuma faltar. Então, essa vantagem apertada não nos dá garantia”, afirmou, ao chegar ao Palácio da Alvorada.

Para assumir o cargo, Eduardo precisa ser sabatinado por senadores e receber a chancela da Casa. A indicação gerou críticas por parte de parlamentares, porque tira o foco de pautas prioritárias, como a reforma da Previdência, ainda em tramitação, e pode ser atacada como alegado nepotismo. 

Bolsonaro negou que haja atraso no envio do nome de Eduardo para apreciação devido a pressões políticas. “Não, não tem nada a ver. Não tem. Eu tenho conversado com senadores. A votação é secreta, né? Tenho conversado”, afirmou.

Terceira viagem aos EUA
O presidente da República tem uma nova viagem prevista aos Estados Unidos no fim de setembro, para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e quer que a ocupação do cargo pelo filho já seja certa na oportunidade. 

“Eu não posso chegar lá com uma derrota. Vocês estão começando a entender o jogo, né? Pega mal para a gente”, declarou a jornalistas.

Será a terceira ida de Bolsonaro ao país norte-americano. A indicação de Eduardo à embaixada nos EUA foi aprovada pelo presidente Donald Trump, que tem respondido positivamente à aproximação do chefe de Estado brasileiro.

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