Trump elogia Eduardo Bolsonaro, mas diz que “não sabia” da indicação

Presidente dos EUA afirmou nesta terça-feira, na Casa Branca, que o deputado é "muito competente". Ele negou que a prática seja nepotismo

Alan Santos/PRAlan Santos/PR

atualizado 30/07/2019 16:53

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (30/07/2019) a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do seu colega Jair Bolsonaro (PSL), para a embaixada brasileira em Washington. O mandatário dos EUA disse que estava “muito feliz” com a iniciativa. Ressaltou ainda que o deputado federal é “um jovem brilhante e competente”. O chefe de Estado norte-americano frisou que não considera a prática como nepotismo.

“Conheço o filho dele [Jair Bolsonaro], e considero que o filho dele é extraordinário, um jovem brilhante, incrível. Estou muito feliz pela indicação. Eu conheço o filho dele e provavelmente é por isso que o fizeram [indicaram]. Estou muito feliz com essa indicação”, completou, ao responder uma jornalista da GloboNews.

Após ser questionado, Trump negou que o ato seja nepotismo. “O filho ajudou muito na campanha”, justificou, em referência à disputa de Bolsonaro nas eleições de 2018. “O filho dele é extraordinário, ele realmente é”, insistiu. Apesar de elogiar a possível nomeação de Eduardo para o cargo, o presidente norte-americano afirmou que não tinha conhecimento do assunto: “Eu acho que é uma grande indicação, eu não sabia disso”.

Sugestão de nome
Dias após Bolsonaro externar o desejo de ver o filho Eduardo na embaixada brasileira nos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que o Brasil já submeteu aos EUA a sugestão do nome do deputado federal do PSL para o posto.

“Foi pedido o ‘agrément’ e esperamos a resposta americana, de acordo com a praxe diplomática. Mas tenho a grande certeza de que será concedido pelo governo americano, e Eduardo Bolsonaro será um ótimo embaixador”, disse Araújo na última sexta-feira (26/07/2019). O “agrément” funciona como uma consulta ao país onde o embaixador pode ser nomeado. Ele precisa ser “pré-aprovado” para, depois, ser sabatinado pelo Senado Federal.

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