Após ataques, alto escalão do governo adota celulares da Abin

Aparelho fornecido pela agência não permite instalação de aplicativos de mensagens nem de redes sociais

Marcos Corrêa/PRMarcos Corrêa/PR

atualizado 13/06/2019 8:38

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e outros integrantes do Executivo devem se comunicar por telefones criptografados fornecidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Até então, eles sempre preferiram trocar conversas por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp e o Telegram. As informações são do jornal O Globo.

A decisão surge após o vazamento de diálogos entre o então juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, e o procurador Deltan Dallagon, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Na noite dessa quarta-feira (12/06/2019), o site The Intercept Brasil publicou novos diálogos.

A Abin desenvolveu mecanismos de proteção e criptografia que protegem as comunicações do presidente e de ministros de Estado. O caso que envolve Sergio Moro acendeu o alerta de como o governo está exposto e precisa redobrar as medidas de segurança. Alguns dados podem ser considerados sigilosos.

O dispositivo fornecido pela Abin não permite a instalação de aplicativos de mensagens nem de redes sociais. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) já alertou Bolsonaro.

“O presidente é orientado pelos seus agentes de segurança nas área física e cibernética em como comportar-se. Em cima dessas orientações ele vem tomando as precauções que são necessárias”, disse o porta-voz, durante coletiva nesta quarta.

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