Polícia Civil apreende armas usadas por PMs em ação que matou Kathlen

A Delegacia de Homicídios recebeu 21 armas usadas na operação: doze fuzis e nove pistolas

atualizado 09/06/2021 15:40

Rio de Janeiro – Investigadores da Delegacia de Homicídios do Rio colheram os depoimentos de cinco policiais militares que participaram da ação nas comunidades do Complexo do Lins, na zona norte, que resultou na morte da jovem Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos.

Além de ouvir os policiais, a de DH também recebeu 21 armas da PM, que foram apreendidas: doze fuzis e nove pistolas. Todo o armamento foi utilizado pelos militares durante a ocorrência. Em nota, a PM se limitou a informar que “as armas estão à disposição da Delegacia de Homicídios e que os demais trâmites periciais estão a cargo da especializada”, diz o texto.

A jovem, que estava grávida do primeiro filho, foi atingida durante uma operação policial nessa terça-feira (8/6). Os PMs dizem que a fatalidade ocorreu durante um confronto com bandidos.

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O corpo da jovem segue sendo velado no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, na zona norte da cidade. A cerimônia segue marcada por forte emoção com muitos amigos e colega de trabalho. O enterro de Kathlen está marcado para 16h desta quarta.

Pela manhã, a loja de Ipanema da grife Farm permaneceu de portas fechadas em sinal de luto. Era lá que a jovem trabalhava como vendedora. Seus amigos improvisaram um memorial no local, com dezenas de arranjos de flores em sua homenagem.
Estatísticas

Levantamento da plataforma de dados Fogo Cruzado mostra que quase 700 mulheres foram baleadas na região metropolitana do Rio de Janeiro de 2017 a 2021. Pelo menos 15 delas estavam grávidas. Oito gestantes morreram. Do total, 258 mulheres morreram por causa de disparos de armas de fogo. O último caso registrado foi a morte de Kathlen.

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