“Nunca será esquecida, meu amor”, diz marido de grávida morta no Rio

Em rede social, o tatuador Marcelo Ramos fez questão de lembrar da vontade e da alegria de viver da mulher: "Vou vencer por você", promete

atualizado 09/06/2021 9:55

Rio de Janeiro – Tatuador e designer gráfico, o carioca Marcelo Ramos fez questão de lembrar da vontade e da alegria de viver da mulher, a jovem Kathlen Romeu, de 24 anos, morta ao ser atingida por uma bala perdida no Lins de Vasconcellos, na zona norte do Rio, durante tiroteio entre policiais militares e criminosos. Ela estava grávida do primeiro filho do casal.

“Nunca será esquecida meu amor, você, a Maya/Zayon sempre irão morar dentro de mim, estou completamente sem chão, as vezes é difícil entender a vontade de Deus, mas sei que você está melhor que nós. Aqui só vai ficar saudades e as lembranças de você, a pessoa mais radiante e animada que eu conheci na minha vida, vou vencer por você”, escreveu em sua conta no Instagram.

Veja o post:

A saudade, para ele, vai ser o maior obstáculo para superar a perda da companheira de aventuras e viagens, todas registradas e compartilhadas com amigos nas redes sociais. “Que Deus me dê forças. Eu te amo eternamente”, completou o tatuador.

Nos comentários, mensagens de apoio de parentes e amigos, como o desabafo de Laila Felippe.

Eu estou arrasada. Mas o que me faz chorar ainda mais é imaginar a sua dor, da tia Jaque. Que Jesus conforte seu coração, meu amigo. A kath é uma das pessoas mais radiates que eu já tive a sorte de poder chamar de amiga. Com toda certeza do mundo, o mundo vai ficar mais vazio sem essa alegria toda dela. Meu Deus! É tão difícil de entender. Meu Deus! Estou orando por vocês! Força”, escreveu a amiga.

Outros, pedem apenas respostas para os familiares da jovem e punição para os autores do tiro que a matou. “Meus sentimentos, irmão! Queremos Justiça!!”, postou a amiga Dandara Maria Barbosa. 

Estatísticas

Levantamento da plataforma de dados Fogo Cruzado mostra que quase 700 mulheres foram baleadas na região metropolitana do Rio de Janeiro de 2017 até este ano. Pelo menos, 15 delas estavam grávidas. Oito gestantes morreram. Do total, 258 mulheres morreram por causa dos disparos de armas de fogo. O último caso registrado foi a morte de Kathlen.

Em nota, a Polícia Militar do Rio informou que os agentes foram atacados a tiros por criminosos na localidade conhecida como “Beco da 14”, dando início a um confronto. Segundo a polícia, Kathlen foi encontrada ferida após a troca de tiros,, socorrida, mas já chegou morta ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.

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