Tio de menina de 6 anos encontrada morta confessa assassinato

O homem, que estava em liberdade condicional, confessou ter matado a menina estrangulada. Mãe da vítima cobra justiça

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atualizado 11/10/2019 14:40

Preso no Rio de Janeiro, o tio de Estela Evangelista de Oliveira, de 6 anos, confessou em depoimento à Divisão de Homicídios da Capital (DH), na noite dessa quinta-feira (10/10/2019), o assassinato da menina. Paulo Evangelista, 29, era procurado para prestar esclarecimentos, por ter sido a última pessoa vista com a criança, encontrada morta com sinais de estrangulamento.

Segundo a Polícia Civil, ele alegou que estava sob efeito de drogas e ficou irritado com uma discussão entre a menina e o irmão dela. Além de estrangular a sobrinha, ele colocou pedaços de tijolos na boca da criança para que ela parasse de gritar. Paulo chegou a deitá-la na cama para simular que a garota estava dormindo, mas, no dia seguinte, a colocou em um saco e resolveu se desfazer do corpo.

O suspeito foi detido por agentes do programa Segurança Presente no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio, e teve a prisão decretada na madrugada desta sexta-feira (11/10/2019) pelo plantão judiciário. Na abordagem, segundo a polícia, ele estava sem documentos. O homem foi conduzido até a 9ª DP (Catete), onde agentes reconheceram a identidade por meio das digitais. De acordo com a DH, ele cumpriu pena no Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Gericinó, e estava em liberdade condicional desde setembro do ano passado.

De acordo com a investigação, Paulo havia levado Estela, no sábado (05/10/2019), quando teriam saído juntos para ir à praia, mas não retornaram. O corpo da criança só foi encontrado na quarta-feira (09/10/2019), no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, onde a família morava. Ela estava sob uma escada, enrolada em um lençol e um tapete e coberta por sacos plásticos pretos. Estela foi reconhecida por familiares pelas roupas e um colar que usava no dia do desaparecimento.

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Estela tinha 6 anos: corpo foi encontrado perto da casa onde morava

Segundo o jornal Extra, o homem foi reconhecido por um morador de rua, que alertou a polícia. “Reconheci ele pela foto que a irmã mandou e por uma tatuagem que ele tem. Assim que percebi que era ele, fui atrás da polícia. Ele se mostrou um cara muito frio”, comentou a testemunha ao jornal.

O laudo preliminar aponta que a morte ocorreu por asfixia mecânica (enforcamento) e não há sinais de que tenha sido vítima de violência sexual. O laudo definitivo, que pode mostrar se houve ou não abuso, sai em até 30 dias. A menina deve ser enterrada na tarde desta sexta.

Quero justiça, seja quem for
Em um desabafo emocionante ao jornal O Dia, ela deu detalhes do dia em que a filha desapareceu e pediu justiça pela morte brutal da criança. Ela conta que, na sexta-feira (04/11/2019) à noite, brincou com a filha antes de ela dormir e que conversaram bastante. “No sábado, precisei dar uma saída, deixei ela com a minha prima de consideração. Quando voltei, ela me contou que meu irmão tinha pego a minha filha dizendo que ia à praia. Como eles não voltaram, liguei para uma ex-mulher dele. Ela falou que eles não estavam lá”, contou.

Quando ficou sem notícias da menina, ela relata ter ido à 7ª DP (Santa Teresa), mas não conseguiu fazer o registro do desaparecimento de Estela. “Me mandaram para a Cidade da Polícia… Encontraram só a minha filha. Acho que se tivessem feito alguma coisa com ele (irmão), os dois teriam aparecidos juntos. Não sei onde ele está nem quero saber. Ele pegou minha filha sem minha autorização. A minha vida acabou. Quero justiça, seja quem for”, desabafou.

A mãe de Estela está em estado de choque, de acordo com parentes. A garota não foi a primeira filha a partir. Luciana José Evangelista, 24, perdeu o filho Eron, de 2, em julho deste ano, vítima de uma pneumonia.

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