PF encontra R$ 100 mil em imóvel de casal acusado de hackear Moro

Mesmo com renda mensal de aproximadamente R$ 3 mil, os dois movimentaram mais de R$ 600 mil nas contas bancárias

Polícia Federal/DivulgaçãoPolícia Federal/Divulgação

atualizado 25/07/2019 7:45

A Polícia Federal encontrou R$ 100 mil na casa do casal suspeito de hackear o celular do atual ministro da Justiça, Sergio Moro. Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira ainda movimentaram mais de R$ 600 mil em contas bancárias durante o período de três meses, mesmo com renda mensal de cerca de R$ 3 mil, segundo investigações.

O casal foi preso no início da noite dessa terça-feira (23/07/2019) durante operação da PF batizada de “Spoofing”. Gustavo e Suelen foram detidos em um apartamento localizado na capital de São Paulo. Além deles, Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques foram presos suspeitos de participar da organização criminosa.

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu todos os quatro mandados de prisão, além dos sete de busca e apreensão. O material apreendido em São Paulo vai chegar a Brasília nesta quarta-feira (24/07/2019) para análise. A Operação Spoofing foi determinada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

Entenda
Segundo a PF, os ataques a celulares de autoridades ligadas à Operação Lava Jato começaram pelo telefone do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em abril deste ano. A partir do aplicativo Telegram do aparelho dele, o invasor teria chegado aos grupos de conversa com procuradores. Assim, o hacker conseguiu os contatos dos integrantes da força-tarefa.

Depois, integrantes da Lava Jato no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo supostamente tiveram os smartphones invadidos. Todos os telefones de procuradores do Paraná teriam tido o aplicativo acessado, mas ainda não se sabe quais conversas foram copiadas.

Sergio Moro informou que teve o celular invadido no dia 4 de junho por um hacker que teria acessado o aplicativo Telegram e enviado várias mensagens com os contatos do ex-magistrado da Lava Jato. À época, o ministro disse que pediu o cancelamento da linha e a troca de telefone.

O site The Intercept Brasil e jornais parceiros têm divulgado trechos de diálogos entre procuradores no Telegram. Segundo especialistas, o teor das conversas supostamente compromete a imparcialidade do então juiz da Lava Jato.

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