Armado, policial federal em surto mobiliza forças de segurança do DF

Caso ocorreu nesta sexta-feira (19/07). Servidor teria tentado tirar a própria vida, mas, por sorte, disparo atingiu sua cabeça de raspão

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 22/07/2019 17:55

Um policial federal em surto mobilizou equipes táticas da corporação e da Polícia Militar do Distrito Federal. Segundo informações repassadas pela PMDF, na manhã desta sexta-feira (19/07/2019), o servidor entrou na casa de um colega da PF, pegou sua arma, se trancou em um quarto e ameaçou se matar. O caso ocorreu no Lago Sul.

De imediato, o proprietário do imóvel acionou a PF e a PMDF para mediar a negociação. Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Operação Gerente e do Comando Operacional Tático (COT) da PF tentaram a rendição do servidor federal das 10h às 14h, sem sucesso. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) acompanharam a operação.

Diante do impasse, a corporação federal, então, pediu à PMDF para assumir a negociação. Por volta das 16h, agentes do COT invadiram a residência. De acordo com a PMDF, neste momento, o policial atirou contra a própria cabeça, mas, por sorte, o disparo o atingiu apenas de raspão. O policial foi prontamente atendido pelo Samu. Segundo os bombeiros, o estado de saúde dele é estável.

Epidemia nos quartéis

A epidemia de doenças mentais dentro dos quartéis das corporações têm chamado a atenção dos comandantes das forças de segurança. Em dezembro do ano passado, o Metrópoles noticiou o adoecimento nas polícias brasileiras. Estudo de 2015 do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP) demonstra que de 18.007 policiais, 650 tentaram suicídio e outros 3.225 cogitaram tirar a própria vida.

Busque ajuda

O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.

Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias.

 

Arte/Metrópoles

 

Disque 188

A cada mês, em média, 1 mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília no qual se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.

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