Operação Spoofing: PF prende mais 2 suspeitos de hackear autoridades

Na primeira fase da operação, ocorrida em julho, a PF prendeu quatro pessoas. Elas teriam invadido celulares de autoridades da Justiça e MP

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 19/09/2019 15:38

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (19/09/2019), mais dois suspeitos de hackearem celulares de diversas autoridades. A movimentação de hoje é continuação da Operação Spoofing, que prendeu quatro suspeitos de participarem da invasão a aparelhos de autoridades da Justiça, do Ministério Público, do Executivo e do Legislativo.

Um dos alvos é o programador de computadores Thiago Eliezer Martins.

A ação desta quinta (19/09/2019) ocorre no âmbito da segunda fase da Operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de procuradores da Lava Jato, como Deltan Dallagnol, e também do ministro e ex-juiz Sergio Moro. Os hackers teriam sido a fonte das reportagens da Vaza Jato, coordenadas pelo site The Intercept Brasil.

A operação acontece em São Paulo, Brasília e Ribeirão Preto.

Na primeira fase da Spoofing, deflagrada em julho, a PF prendeu quatro pessoas – Walter Delgatti Neto, o Vermelho, apontado como o líder do grupo de hackers, o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira e Danilo Costa.

Hacker diz ser “fonte”

Walter Delgatti Neto, o Vermelho, preso em 23 de julho último por suspeita de hackear centenas de autoridades, afirmou em depoimentos à Justiça ter dado ao jornalista Glenn Greenwald, de forma anônima, acesso a informações capturadas do aplicativo Telegram. As informações teriam sido repassadas de forma voluntária, sem cobrança.

O site The Intercept Brasil tem divulgado desde o dia 9 de junho mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, relativas ao período em que ele era juiz do caso em Curitiba.

O casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suellen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques também foram presos. Todos os suspeitos são do interior de São Paulo. Do grupo, além de Walter “Vermelho”, Gustavo Santos confirmou que teve acesso a mensagens interceptadas de autoridades e outras pessoas a partir do computador de Walter.

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