PF investiga repasse de R$ 14 milhões da Refit a empresa de Ciro

Investigação da Polícia Federal detectou o pagamento milionário que teria sido assinado pelo irmão do senador Ciro Nogueira

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Senador Ciro Nogueira
1 de 1 Senador Ciro Nogueira - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A investigação da Polícia Federal sobre um esquema de sonegação e corrupção da Refit, conglomerado do setor de combustíveis controlado por Ricardo Magro, detectou um pagamento de R$ 14,2 milhões de um dos fundos ligados ao grupo para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI) (foto em destaque).

A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O pagamento teria ocorrido em parcelas mensais, feitas entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025.

Magro, que controla o conglomerado de combustíveis, foi procurado pela reportagem e confirmou o pagamento. Ele afirmou que se trata da venda de um terreno de 40 hectares em Teresina (PI), para construção de uma distribuidora de combustíveis, “de forma regular e declarada às autoridades”.

Ele está atualmente no exterior e é considerado foragido, pois está sendo investigado por fraudes, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro.

O senador, por sua vez, foi alvo de mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Compliance Zero, que envolve o escândalo do Banco Master.

O contrato de venda teria sido assinado em 2024 por Raimundo Nogueira, irmão de Ciro, que, assim como ele, foi alvo de mandado de busca e apreensão por suspeita de operar recebimento de propina de Daniel Vorcaro. O fundo é investigado também pela Operação Sem Refino.

A dinheirama foi transferida da empresa de imóveis Athena, ligada à Refit, “principal beneficiária” do fundo, para a empresa Agropecuária e Imóveis, de Ciro, que não informou o motivo do pagamento.

Na época, Ciro afirma que tinha 1% de participação na empresa. Hoje, ele não é mais acionário, mas os donos são familiares do parlamentar.

A PF também achou o repasse de R$ 1,3 milhão de empresa associada à Refit a Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante a gestão de Nogueira.

“O senador Ciro Nogueira manifesta sua total tranquilidade no que se refere a essas e outras insinuações. Ele destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos mencionados, acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí”, afirmou Ciro, em nota.

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