Petrobras: estatal se pronuncia sobre greve na próxima semana

Petroleiros anunciaram o começo da paralisação para 15 de dezembro

atualizado

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Junior Pereira/Getty Images
Fachada da Petrobras
1 de 1 Fachada da Petrobras - Foto: Junior Pereira/Getty Images

A Petrobras se pronunciou nesta quarta-feira (10/12) após trabalhadores do Sistema Petrobras aprovarem uma greve nacional a partir da próxima segunda-feira (15/12). Segundo a estatal, a estatal respeita o direito de manifestação dos empregados e, em caso de necessidade, adotará medidas de contingência para a continuidade de suas atividades.

“A Petrobras mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais […] e tem participado regularmente de reuniões com as federações sindicais para discutir sua proposta e a pauta reivindicatória. A companhia apresentou uma nova proposta que contempla avanços para a categoria e espera concluir o novo acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais,” informou.

A categoria aprovou a paralisação após semanas de negociação, em assembleias feitas por todo o país, frente a uma nova proposta da estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), considerada insuficiente e rejeitada pelas entidades representativas.

A notificação oficial sobre a greve, porém, será entregue pelos sindicatos à Petrobras apenas na sexta-feira (12), “cumprindo prazos legais”.

Para os petroleiros, a nova proposta, apresentada nessa terça-feira (9/12), deixou a desejar em três pontos cruciais, entre outras reclamações, são eles:

  • indefinição sobre o fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), tema que, segundo eles, é discutido há quase três anos com o governo;
  • distribuição justa da riqueza gerada
  • e o não avanço da Pauta pelo Brasil Soberano que defende a manutenção da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal.

“A categoria petroleira recebeu com indignação a segunda contraproposta apresentada pela Petrobrás e subsidiárias, em meio às assembleias que estão aprovando enfaticamente o indicativo de greve por tempo indeterminado. Ao insistir no impasse, a alta gestão empurra os trabalhadores e as trabalhadoras para um movimento grevista, que poderia ser evitado na mesa de negociação,” declarou a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Manifestação em paralelo

Nesta quinta-feira (11/12), aposentados e pensionistas da Petrobras vão iniciar nova vigília nacional pelo fim dos PEDs, com um ato em frente à sede da estatal no Rio de Janeiro, onde será montado um acampamento.

Atualmente a Petrobras conta com mais de 41.700 funcionários, mas a tendência é de aumento, já que a empresa pública iniciou neste ano a convocação de mais de 700 aprovados em processo seletivo já concluído e planeja admitir 1.780 novos empregados em 2025, no total.

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