Petrobras descobre petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
Petrobras identificou compostos orgânicos encontrados no petróleo em poço exploratório de perfuração na Foz do Amazonas

A Petrobras anunciou, na tarde desta sexta-feira (14/8), ter identificado a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório durante perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas.
O petróleo é formado majoritariamente por hidrocarbonetos, formados por carbono e hidrogênio. A presença desse tipo de composto orgânico significa que foram encontrados indícios de petróleo ou gás natural na região.
A descoberta foi feita no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
Para a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a descoberta confirma otimismo em relação à margem equatorial brasileira.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse.
A presença de hidrocarbonetos foi constatada através de perfis elétricos e indicativos em rocha. As operações de perfuração, entretanto, permanecem em curso para a continuidade da avaliação exploratória.

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A Petrobras, que detém 100% de participação na área, obteve autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a perfuração do poço em outubro de 2025, às vésperas do início da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) – sediada pelo Brasil.
À época, especialistas em meio ambiente e energia demonstraram preocupação com a medida. O engenheiro elétrico Ricardo Fujii, especialista em conservação do WWF-Brasil, chegou a classificar a autorização como uma “ameaça direta a uma das regiões mais biodiversas do planeta.”
“O Brasil não precisa abrir novas fronteiras petrolíferas, especialmente em plena Amazônia, para garantir sua segurança energética. Insistir no petróleo é andar na contramão do mundo e colocar em risco não apenas nossos ecossistemas, mas também a credibilidade do país na agenda climática global”, ressaltou.
O processo de exploração também não ficou livre de polêmicas. Em janeiro de 2026, um acidente com vazamento de fluido de perfuração levou à paralisação das atividade. Dias depois, o Ibama confirmou a descarga do fluido – uma mistura oleosa utilizada nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás – para o mar.
Segundo o órgão, a substância possui componentes classificados como de risco médio à saúde humana e ao ecossistema aquático, conforme prevê a Lei nº 9.966/2000 e a Instrução Normativa nº 14/2025.
A estatal foi multada em R$ 2,5 milhões.



