Brasil perde R$ 22 bilhões com petróleo na Foz do Amazonas, diz ONG
Para se chegar ao resultado, foi aplicado no estudo o guia metodológico oficial do governo federal de Análise de Custo-Benefício (ACB)
atualizado
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Um estudo divulgado pela WWF – Brasil nesta quinta-feira (23/4) sustenta que, ao realizar investimento para exploração de petróleo na Foz do Amazonas, há perdas médias de R$ 22,2 bilhões para a sociedade.
O estudo da organização não governamental (ONG) WWF comparou o possível retorno social da exploração de petróleo na Foz do Amazonas com investimentos equivalentes realizados em energia renovável e biocombustíveis. Para a análise, foi aplicado o guia metodológico oficial do governo federal de Análise de Custo-Benefício (ACB).
Pelas conclusões da WWF, o investimento em exploração de petróleo na Foz do Amazonas resulta em um custo de oportunidade de R$ 47 bilhões. O montante é resultado da soma R$ 22,2 bilhões investidos na exploração do combustível fóssil com o benefício líquido de R$ 24,8 bilhões, decorrente de investimentos em energia renovável.
“Quando inserimos na conta as consequências climáticas e sociais, os prejuízos podem ser bilionários. Já as rotas renováveis distribuem benefícios em cadeias descentralizadas, com emissões no ciclo de vida até 80% menores e maior potencial de desenvolvimento regional”, afirma o especialista em Conservação do WWF-Brasil e doutor em Planejamento Energético, Ricardo Fujii.
A busca de alternativas ao petróleo será o objetivo da 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, a ser realizada em Santa Marta, na Colômbia, da próxima sexta-feira (24/4) até quarta-feira (29).
O objetivo do encontro será debater meios para um “Mapa do Caminho”, que leve ao abandono dos combustíveis fósseis.
O evento é coorganizado pelos governos da Colômbia e dos Países Baixos, tendo o WWF-Brasil como uma organização convidada.
O governo federal vai enviar dois representantes para a conferência. São eles Aloisio Melo, secretário nacional de Mudança do Clima, e Flávia Bellaguarda, assessora extraordinária para a COP30.
