PCC e CV: especialista explica motivo da tensão entre EUA e Brasil. Veja no YouTube

A tensão entre Brasil e EUA ganhou destaque após a ameaça de o governo norte-americano rotular CV e PCC como narcoterroristas

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de Lula e Trump - Metrópoles - Foto: Lara Abreu / Arte Metrópoles

A professora de relações internacionais da ESPM, Natalia Fingermann, explicou as tensões entre Estados Unidos e Brasil no que diz respeito à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A especialista concedeu entrevista ao Metrópoles nesta sexta-feira (17/4). Veja aqui:

O tema tornou-se pauta central de discussão após o Metrópoles, na coluna de Paulo Capelli, identificar um aviso do governo dos EUA ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre rotular o PCC e o CV como organizações narcoterroristas.

Segundo o que foi revelado pelo portal, a notificação com antecedência é considerada uma deferência ao Brasil.

Para Natália, a medida era aguardada pelo governo Lula, apesar dos esforços para impedir a classificação das facções como terroristas.

Na visão da especialista, o Palácio do Planalto enxerga características distintas de grupos de narcotráfico e de organizações terroristas.

“O objetivo de um grupo terrorista, normalmente, é gerar o terror. E o objetivo principal de um grupo de narcotráfico não é gerar o terror, mas garantir a estabilidade e a paz para ter lucro por meio do narcotráfico do comércio internacional. Então, existe uma diferença na visão adotada pelo governo norte-americano desde a entrada de Donald Trump”, destacou.

A provável classificação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras [FTOs, na sigla em inglês] representa mudança na política externa dos EUA à América Latina. O status de terrorismo aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro com mais rigor.

Ainda conforme a especialista, o governo brasileiro busca impedir esta rotulação firmando uma cooperação internacional para combater o crime organizado.

Segundo ela, o Brasil procurava essa parceria para que os EUA não atuassem por “conta própria” para enfrentar o narcotráfico brasileiro, como “brecha” para uma possível intervenção no país; por isso, para o Brasil, seria melhor que a rotulação de terrorismo sob às facções não ocorresse.

“Mmesmo que ela (classificação como terrorismo) aconteça, isso, pela legislação internacional, pelo direito internacional, não permite a interferência externa direta no Brasil”, alertou a especialista.

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