Carrasco do PCC é preso após desaparecimento de jovem ligada ao CV
Carrasco do tribunal do crime do PCC foi preso nesta terça-feira (14/4), no Guarujá, em desdobramento de investigação sobre desaparecimento
atualizado
Compartilhar notícia

Apontado como carrasco do Primeiro Comando da Capital (PCC), Adailton Candido da Silva, de 33 anos, o DA7, foi preso nesta terça-feira (14/4), no Guarujá, litoral sul de São Paulo, por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20, morta em um tribunal do crime por supostamente integrar o Comando Vermelho (CV).
Silva foi alvo de mandado de prisão temporária por suspeita de ter auxiliado na tortura e execução de Maria Eduarda. A Justiça também decretou a prisão de Alexandre Barros Neves, de 50 anos, que está foragido. O corpo de Maria Eduarda ainda não foi localizado.
Jovem integrava o CV, diz polícia
Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, havia se mudado de Curitiba, capital do Paraná, para o Guarujá há pouco mais de três meses. Ela estava morando com o namorado e o casal foi sequestrado por integrantes do PCC, pouco depois do Réveillon, conforme informou o rapaz, em depoimento à polícia.
Ambos tinham passagem por tráfico de drogas. A polícia aponta que a jovem integrava o CV, e que o rapaz não é faccionado.
Nas redes sociais, Maria Eduarda publicava imagens (veja acima) portando armas de fogo e utilizando balaclava (máscara que cobre parcialmente o rosto e é comumente usada em ações criminosas).
Em uma das publicações, há uma alusão clara ao CV: dois revólveres estão posicionados em uma mesa junto a um carregador e diversos projéteis que formam as letras C e V, além da expressão “TD [tudo] 2”, que faz referência à facção.
Primeiras prisões
Conforme publicado pelo Metrópoles, em fevereiro deste ano, policiais civis da 3ª Delegacia de Homicídios, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), ambas da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias contra suspeitos de envolvimento no desaparecimento.
Duas pessoas (uma mulher e um homem) permanecem presos sob suspeita de organização criminosa e homicídio qualificado, supostamente cometido em contexto de tribunal do crime. Um é integrante do PCC. Já a mulher foi até a casa da vítima para retirar e descartar os pertences dela, dificultando a investigação do caso.
Nos endereços de cumprimento dos mandados, a polícia identificou faixas instaladas que remetem aos “salves” dados pelo PCC à comunidade (veja galeria acima).
Os suspeitos foram encaminhados à delegacia para a realização dos procedimentos de polícia judiciária e seguem à disposição da Justiça.












