Para 75% dos brasileiros, STF tem poder demais, diz Datafolha

Pesquisa também indicou que 71% acreditam que Corte é essencial para a democracia e 55% que ministros têm envolvimento com o Caso Master

atualizado

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Plenário do STF, com os ministros do tribunal -- Metrópoles
1 de 1 Plenário do STF, com os ministros do tribunal -- Metrópoles - Foto: <p>IGO ESTRELA/Metrópoles<br /> @igoestrela</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Para 75% dos brasileiros, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem poder demais, indica uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira (13/4). Ao mesmo tempo, 71% dos entrevistados concordam que a Corte é essencial para a manutenção da democracia. Outras 24% das pessoas discordam da afirmação.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas, de 7 a 9 de abril, em 137 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-03770/2026.

De acordo com a pesquisa, o percentual de quem pensa que o STF tem poder demais é maior entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse nicho, 88% concordam com a afirmação, enquanto entre os eleitores do presidente Lula, o número é de 64%.

Na segunda pergunta, o cenário se inverte: 84% dos eleitores de Lula dizem que a Suprema Corte é essencial para a manutenção da democracia e 60% dos apoiadores de Bolsonaro concordam com a afirmação.

Caso Master

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles tinham conhecimento das suspeitas de ligações de ministros da Corte com as supostas fraudes no Banco Master. Ao todo, 70% disseram ter ficado sabendo das suspeitas. Desses, 55% disseram acreditar que os ministros realmente tenham envolvimento, 4% não acreditam e 10% não sabem dizer. Outros 30% afirmaram não ter tido notícias dos casos.

No curso das investigações sobre o Caso Master, os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli apareceram com supostas ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono da instituiçao financeira. O escritório da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci, tinha um contrato com o Master de R$ 129 milhões em três anos. A advogada alega que não havia irregularidades no contrato e que o escritório prestou “ampla consultoria e atuação jurídica”.

Conversas no celular de Vorcaro também indicam uma suposta conversa com Moraes no dia em que o empresário foi preso. O ministro nega que o contato tenha ocorrido.

Dias Toffoli se afastou da relatoria do caso no STF depois que a imprensa revelou que o ministro é sócio do resort Tayayá, no Paraná, que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela Polícia Federal.

O Master está sendo investigado por suspeitas de ter usado uma rede de influência política para operar à margem das regras bancárias.

 

 

 

 

 

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