OS pagou propina para receber “restos a pagar” no governo de Witzel, diz PF

Operação Kickback, deflagrada nesta terça-feira (15/12), investiga pagamento de dívidas da modalidade “restos a pagar” em troca de propina

atualizado

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STJ determina afastamento de Wilson Witzel do governo do Rio
1 de 1 STJ determina afastamento de Wilson Witzel do governo do Rio - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (15/12), a Operação Kickback, que investiga desvios de recursos públicos da Saúde no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, durante o regime do governador afastado, Wilson Witzel (PSC), foram utilizadas dívidas da modalidade “restos a pagar” para pagamento de propina. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 50 milhões.

A ação indica que uma organização social (OS) recebeu aproximadamente R$ 280 milhões em dívidas da categoria “restos a pagar”, em troca de pagamento de 13% sobre o valor. Com o pagamento da propina, a OS teria prioridade no recebimento de recursos.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, na capital do Rio de Janeiro e em outras cidades fluminenses, como Niterói e Nova Iguaçu. Também foram cumpridos mandados em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

A OS também teria realizado o pagamento de R$ 50 milhões a um escritório de advocacia, que repassou mais de R$ 22 milhões para pessoas físicas e jurídicas, ligadas a operador financeiro identificado em outras operações da PF.

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Witzel presta depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira
Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
Ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel
O governador Witzel e o vice-presidente Hamilton Mourão
Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde
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Witzel presta depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira
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O governador Witzel e o vice-presidente Hamilton Mourão

Reprodução/TV Globo

Em agosto deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou Wilson Witzel do cargo de governador do Rio de Janeiro, por suspeita de corrupção em contratos públicos. A Operação Kickback ocorre perante o STJ, com autorização do ministro Benedito Gonçalves.

 

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