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Brasil

Orçamento: Saúde e Educação perderão mais com bloqueio de R$ 1,5 bi

Na última sexta-feira (21/7), o governo anunciou bloqueio adicional de R$ 1,5 bilhão no Orçamento anual de 2023

Júlia Portela28/07/2023 20:28, atualizado 29/07/2023 06:53
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Igo Estrela/Metrópoles
fachada ministério da saúde sus - Metrópoles governo

Em novo decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi definido que os ministérios que sofrerão os maiores bloqueios temporários no Orçamento 2023 serão Saúde, com R$ 452,024 milhões, e Educação, que será impedido de usar R$ 332,017 milhões.

Outras oito pastas serão afetadas pelos cortes. São elas:

  • Transportes (R$ 217,011 milhões)
  • Cidades (R$ 144,007 milhões)
  • Desenvolvimento e Assistência Social (R$ 144,007 milhões)
  • Meio Ambiente (R$ 97,505 milhões)
  • Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 60,003 milhões)
  • Defesa (R$ 35,001 milhões)
  • Cultura (R$ 27,001 milhões)
  • Desenvolvimento Agrário (R$ 24,001 milhões)

Na última sexta-feira (21/7), o governo anunciou um bloqueio adicional de R$ 1,5 bilhão no Orçamento anual de 2023 e aumentou a projeção de rombo nas contas públicas. Em maio, o governo havia decidido bloquear R$ 1,7 bi. Com isso, o total contingenciado no ano é de R$ 3,2 bilhões.

Teto de gastos

Bloqueios no orçamento são feitos para cumprir o teto de gastos públicos. Essa regra de controle – que foi instituída na gestão Michel Temer (MDB) e permanece em vigor – impede o crescimento das despesas acima da inflação do ano anterior.

Os bloqueios ocorrem após aumento na projeção de despesas obrigatórias. Como o próprio nome já diz, esse termo inclui gastos que o governo não pode deixar de fazer, como, por exemplo, o pagamento dos benefícios previdenciários e assistenciais e o salário do funcionalismo.

No primeiro semestre, Câmara e Senado votaram o novo marco fiscal, proposta do governo Lula para substituir o teto de gastos. Como senadores fizeram alterações no texto, os deputados irão analisar as mudanças em nova rodada de votação, que deverá ocorrer em agosto, após o recesso legislativo.

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