Olimpio: Maia se sente “Deus” e quer “impor” reforma tributária

O Major reagiu a uma declaração do presidente da Câmara que, em entrevista, acusou empresários de fazer “campanha contra" a reforma

atualizado 18/02/2020 19:37

Michael Melo/Metrópoles

Do alto da tribuna do Senado, Major Olimpio (PSL-SP) disparou contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que, segundo ele, quer “impor” o projeto de reforma tributária com origem na Câmara. Até agora, não há definição se o texto que seguirá em tramitação é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, de autoria dos deputados, ou a 110, do Senado.

“Tem gente que acha que é Deus e tem gente que tem certeza. Ele [Maia] tem certeza, por enquanto, mas tenho certeza que o Senado será soberano”, disparou o parlamentar do PSL, que emendou desafiando o democrata a se eleger senador e ironizou a quantidade de votos do presidente da Câmara no Rio de Janeiro (RJ), dizendo não saber se eles seriam bastantes para que ele vencesse a eleição.

Olimpio subiu à tribuna para reagir a uma declaração do presidente da Câmara que, em entrevista, acusou empresários de fazer “campanha contra” a reforma. A fala se deu em reação a um evento capitaneado pelo empresário Flavio Rocha e o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra, na última segunda-feira (17/02/2020), em São Paulo – o senador era um dos presentes.

“Boa parte dos senadores aqui são signatários da PEC que está tramitando aqui, respondendo a ele, não queremos atrapalhar o país não. Reconhecemos que ele tem um poder muito grande, mas alto lá! Respeito ao Senado”, criticou o senador, segundo quem o projeto da Câmara define o valor “mais alto do mundo” para o chamado Imposto de Valor Adicionado (IVA), em 27%, e traria “agenda oculta” para beneficiar indústrias como as de tabaco e bebidas.

Durante o discurso do Major, o senador Plinio Valério (PSDB-AM) pediu a palavra pra endossar as críticas: “Não sei quem disse a ele que ele manda no planeta. Pode ser que ele mande na Câmara, mas no Senado não. É bom que ele entenda isso: ele não vai pautar o Senado”.

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