“Não tenho medo”, escreveu Juliana Marins em última carta para a mãe

Juliana Marins deixou uma carta para a mãe antes de embarcar para o mochilão pela Ásia, onde caiu da trilha do vulcão Rinjani e morreu

atualizado

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Imagem colorida de família de brasileira - Metrópoles
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Juliana Marins, a jovem brasileira de 26 anos que morreu quatro dias depois de cair da trilha do vulcão Rinjani, na Indonésia, deixou uma carta para a mãe antes de embarcar para o mochilão pela Ásia. Estela, mãe da publicitária, revelou a última mensagem da filha nesse domingo (29/6).


Cronologia do caso Juliana Marins

  • Sábado (21/6): Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e cai cerca de 200m em terreno íngreme do vulcão. Buscas começam, e a turista é filmada por drone sentada na encosta. Nas imagens ela ainda se mexe.
  • Domingo (22/6): Resgate é suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. Itamaraty informa que estava em contato direto com autoridades locais
  • Segunda-feira (23/6): Drone operado por resgatistas chega até a jovem. Ela aparece imóvel a 400m do penhasco do vulcão.
  • Terça-feira (24/6): Equipes de resgate encontram o corpo de Juliana a 600 metros de profundidade.
  • Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira é retirado do Monte Rinjani, já sem vida. Juliana é içada com uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.

No texto, a jovem afirmou que estava com o coração partido ao se despedir da mãe e disse não ter medo de “perrengue”, apenas de desapontar a família.

“Mami, eu te amo tanto. Fiquei com o coração partido quando a gente se despediu. Na verdade, essa é a única coisa que me preocupa: deixar você, papi ou minha irmã desapontados. De resto, eu não tenho medo de muita coisa não. Muito menos de perrengue. Eu sou sua filha e isso já faz de mim uma pessoa forte e desenrolada”, diz o texto.

Na sequência, como mostrado pelo Fantástico, da TV Globo, Juliana reiterpu que não tinha medo de “se jogar e ir atrás do que sonha”, atitudes que, segundo ela, vieram de sua criação.

“Eu fui criada por uma mulher que consegue resolver qualquer problema e que não tem medo de se jogar e ir atrás do que sonha. Eu sou assim também. Tenho vontades e sonhos diferentes. Eu amo muito vocês e serei sempre grata por todo apoio, cuidado e carinho. Isso que faz eu não ter medo. Obrigada por tudo, te amo”.
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Juliana Marins
Juliana Marins morrewu em junho
Juliana Marins
Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo?
Mariana Martins junto com a foto da irmã, Juliana, que morreu
Juliana Marins com pai, mãe e irmã
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Juliana Marins e pai, Manoel Marins
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O caso teve repercussão nacional
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Nova autópsia

A família de Juliana Marins afirmou, por meio das redes sociais, nesta segunda-feira (30/6), que acionou a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), com auxílio da Prefeitura de Niterói (RJ), para que fosse solicitada à Justiça Federal uma nova autópsia no corpo da brasileira.

“Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro, e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas”, escreveu a irmã de Juliana, Mariana Marins.

A primeira autópsia, realizada em Bali e divulgada na sexta-feira (27/6), afirma que a jovem morreu após um trauma contundente, resultando em danos a órgãos internos e hemorragia. Apesar disso, as informações divulgadas pela Basarnas, agência nacional de buscas e resgates do país asiático, apresentam divergências daquelas divulgadas pelo médico legista que examinou o corpo.

Segundo o legista Ida Bagus Alit, responsável pela autópsia, Juliana teria morrido entre 1h e 13h da quarta-feira (25/6), no horário local — o que equivale entre as 14h de terça-feira (24/6) e as 2h de quarta, no horário de Brasília. A estimativa diverge com a declaração feita pela Basarnas, que informou ter encontrado Juliana sem vida na noite de terça-feira (24/6).

Ainda de acordo com o especialista forense Ida Bagus Alit, em entrevista à imprensa local da Indonésia, a estimativa é de que Juliana tenha morrido no máximo 20 minutos após sofrer os ferimentos.

A própria divulgação da autópsia também causou polêmica. Mariana Marins, irmã da brasileira, chegou a gravar um vídeo, na sexta, reprovando a atitude do médico legista que realizou o exame no corpo da brasileira, pois, segundo a família, o profissional concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa antes de informar os familiares sobre a causa da morte de Juliana.

O corpo de Juliana estava previsto para deixar a Indonésia nesse domingo (29/6), mas, segundo a família, a empresa Emirates, em Bali, “não queria” confirmar o voo. “Já estava tudo certo com o voo, já estava confirmado, mas a Emirates em Bali não quer trazer minha irmã pra casa. Do nada, o bagageiro do voo ficou “lotado”, reclamou a irmã, por meio das redes.

O traslado será custeado pela prefeitura de Niterói (RJ), de onde a família é natural, e custará cerca de R$ 55 mil. O Metrópoles tenta confirmar a nova previsão de chegada do corpo de Juliana ao Brasil.

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