Juliana Marins: família tem problema com voo que trará corpo ao Brasil

Nas redes sociais, a família informou que mesmo com o voo “certo”, a companhia aérea, posteriormente, disse que o bagageiro estaria “lotado”

atualizado

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A família de Juliana Marins informou, pelas redes sociais, neste domingo (29/6), que está tendo problemas com o voo que trará o corpo de Juliana Marins para o Brasil. A publicitária de 26 anos morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia.

“Estamos tentando confirmar o voo que trará Juliana para o Brasil, para o aeroporto do Galeão (Rio de Janeiro). Porém, a Emirates de Bali não quer confirmar o voo. É descaso do início ao fim. Precisamos da confirmação do voo da Juliana urgente. Precisamos que a Emirates se mexa e traga Juliana pra casa”, escreveu a família.

Em outra postagens, eles informam que “já estava tudo certo com o voo, já estava confirmado, mas a Emirates em Bali não quer trazer minha irmã pra casa. Do nada o bagageiro do voo ficou ‘lotado'”.

Translado

Prefeitura de Niterói confirmou ao Metrópoles, nesse sábado (28/6), que repassou R$ 55 mil à família de Juliana Marins para cobrir os custos com o translado do corpo da jovem de volta ao Brasil. A publicitária de 26 anos morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia.

O valor corresponde ao total necessário para o processo de repatriação, que envolve despesas como transporte, documentação e serviços funerários internacionais. A data da chegada do corpo ao Brasil ainda não foi definida, já que o procedimento depende de trâmites burocráticos fora do país.

A decisão de custear os gastos foi tomada após a mãe e a irmã de Juliana se reunirem com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, na última quarta-feira (25/6). No encontro, o chefe do Executivo municipal garantiu o auxílio financeiro e também informou que uma homenagem será feita à jovem: uma trilha e um mirante em Niterói, na região da Praia do Sossego, passarão a levar o nome de Juliana Marins.

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Pai de Juliana Marins: "Cada vez mais a dor aumenta". Vídeo
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Juliana Marins morrewu em junho
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Irmã de Juliana agradece apoio

A irmã da jovem, Mariana Marins, falou sobre o apoio recebido nos últimos dias. Em um vídeo nas redes sociais, agradeceu à prefeitura e relembrou a ligação afetiva da irmã com a cidade.

“A prefeitura de Niterói vai pagar o translado do corpo da Juliana para o Brasil. Niterói está fazendo assim, uma questão muito grande da Juliana. Juliana amava Niterói, Juliana era apaixonada pelas praias de Niterói, essa cidade assim, é uma coisa que ela amava de paixão. Então, é muito bonito ver essa atitude, inclusive da prefeitura em relação à Juliana”, destacou.

Veja a cronologia do ocorrido:

  • Sábado (21/6)

Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e cai cerca de 200m em terreno íngreme do vulcão. Buscas começam, e a turista é filmada por drone sentada na encosta. Nas imagens ela ainda se mexe.

  • Domingo (22/6)

Resgate é suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. Itamaraty informa que estava em contato direto com autoridades locais

  • Segunda-feira (23/6)

Drone operado por resgatistas chega até a jovem. Ela aparece imóvel a 400m do penhasco do vulcão.

  • Terça-feira (24/6)

Equipes de resgate encontram o corpo de Juliana a 600 metros de profundidade.

  • Quarta-feira (25/6)

O corpo da brasileira é retirado do Monte Rinjani, já sem vida. Juliana é içada com uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.

  • Sexta-feira (27/6)

A autópsia revela que Juliana morreu em decorrência de um trauma contundente, que afetou os órgãos internos, além de hemorragia. “Foram encontrados ossos quebrados, principalmente na região do peito, nas costas, na coluna e nas coxas”, diz o resultado.

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