Família pede nova autópsia quando corpo de Juliana voltar ao Brasil
Com o auxílio da Prefeitura de Niterói, família acionou a DPU para que seja realizada novo exame no corpo de Juliana Marins
atualizado
Compartilhar notícia

A família de Juliana Marins, jovem encontrada morta quatro dias depois de cair de uma trilha, na ilha de Lomboke, na borda do vulcão Rinjani, afirmou, por meio das redes sociais, que acionou a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), com auxílio da Prefeitura de Niterói (RJ), para que fosse solicitada à Justiça Federal nova autópsia no corpo da brasileira.
“Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro, e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas”, escreveu a irmã de Juliana, Mariana Marins.
Cronologia
- Sábado (21/6): Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e cai cerca de 200m em terreno íngreme do vulcão. Buscas começam, e a turista é filmada por drone sentada na encosta. Nas imagens ela ainda se mexe.
- Domingo (22/6): Resgate é suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. Itamaraty informa que estava em contato direto com autoridades locais
- Segunda-feira (23/6): Drone operado por resgatistas chega até a jovem. Ela aparece imóvel a 400m do penhasco do vulcão.
- Terça-feira (24/6): Equipes de resgate encontram o corpo de Juliana a 600 metros de profundidade.
- Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira é retirado do Monte Rinjani, já sem vida. Juliana é içada com uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.
A primeira autópsia, realizada em Bali e divulgada na sexta-feira (27/6), afirma que a jovem morreu após um trauma contundente, resultando em danos a órgãos internos e hemorragia. Apesar disso, as informações divulgadas pela Basarnas, agência nacional de buscas e resgates do país asiático, apresentam divergências daquelas divulgadas pelo médico legista que examinou o corpo.
Segundo o legista Ida Bagus Alit, responsável pela autópsia, Juliana teria morrido entre a 1h e as 13h da quarta-feira (25/6), no horário local — o que equivale entre as 14h de terça-feira (24/6) e as 2h de quarta-feira, no horário de Brasília. A estimativa diverge com a declaração feita pela Basarnas, que informou ter encontrado Juliana sem vida na noite de terça-feira (24/6).
“De fato, é diferente da declaração de Basarnas. Há uma diferença de cerca de seis horas em relação ao horário declarado por eles. Isso se baseia nos dados de cálculo do médico”, informou o legista à imprensa local.
Ainda de acordo com o especialista forense Ida Bagus Alit, em entrevista à imprensa local da Indonésia, a estimativa é de que Juliana tenha morrido no máximo 20 minutos após sofrer os ferimentos.
A própria divulgação da autópsia também causou polêmica. Mariana Marins, irmã da brasileira, chegou a gravar um vídeo, na sexta, reprovando a atitude do médico legista que realizou o exame no corpo da brasileira, pois, segundo a família, o profissional concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa antes de informar os familiares sobre a causa da morte de Juliana.
“Minha família foi chamada lá no hospital para poder receber o laudo, porém, antes que eles chegassem, antes que eles tivessem acesso a este laudo, o médico legista achou de bom tom fazer uma coletiva de imprensa para falar para todo mundo que estava dando o laudo, em vez de falar para a família antes. É absurdo atrás de absurdo, e não acaba mais”, criticou Mariana.
O corpo de Juliana estava previsto para deixar a Indonésia nesse domingo (29/6), mas, segundo a família, a empresa Emirates, em Bali, “não queria” confirmar o voo. “Já estava tudo certo com o voo, já estava confirmado, mas a Emirates em Bali não quer trazer minha irmã pra casa. Do nada, o bagageiro do voo ficou “lotado”, reclamou a irmã, por meio das redes.
O traslado será custeado pela prefeitura de Niterói (RJ), de onde a família é natural, e custará cerca de R$ 55 mil. O Metrópoles tenta confirmar a nova previsão de chegada do corpo de Juliana ao Brasil.















