“Não cessem as buscas”, pede Barrichello sobre bimotor que caiu no mar

Piloto da F1 é garoto propaganda da MF4 Blindados, cujo dono é Sérgio Alves Dias Filho, passageiro da aeronave. Copiloto também é procurado

atualizado 02/12/2021 17:10

Rubens Barrichello pede que buscas por bimotor continuemReprodução/Instagram

O piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello foi ao Instagram nesta quinta-feira (2/12) pedir que não parem as buscas pelo bimotor modelo PA-34-220T que caiu no mar entre Ubatuba, no litoral de São Paulo, e Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, em 24 de novembro. A procura segue para encontrar o empresário e campeão brasileiro de jiu-jitsu Sérgio Alves Dias Filho, 45 anos, e o copiloto da aeronave, José Porfírio de Brito Júnior, 20.

Barrichello é embaixador e garoto-propaganda da MF4 Blindados, empresa que pertence a Serginho, como o lutador é conhecido. A loja fica em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, e também é divulgada pelo surfista Pedro Scooby.

O corredor pediu que os órgãos responsáveis não parem de procurar pelos dois homens. “Eu agradeço todo o trabalho da Aeronáutica, da Marinha e do Corpo de Bombeiros. Mas peço, de coração, que a gente não cesse essa busca. Sei que muitos acidentes acontecem durante todo o tempo, e a gente só presta atenção naqueles que estão mais perto da gente, quando nosso banco aquece. Isso serve para a gente pensar, repensar e continuar ajudando”, disse Barrichello.

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E completou: “Peço que continuem as buscas, pelas famílias e por tudo aquilo que a gente crê nesta vida”.

Buscas seguem

As buscas já estão no oitavo dia. Nesta quinta, a Marinha informou que a embarcação de casco semirrígido Tarpon localizou um “objeto tipo ‘necessaire’ com pertences supostamente relacionado aos tripulantes desaparecidos”. O material será periciado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e, depois, ficará à disposição dos familiares.

Uma mochila encontrada pelo navio-patrulha Guajará foi identificada pela família do copiloto, José Porfírio. Os familiares cobram da Marinha o uso de equipamentos específicos, como sonar, capaz de identificar destroços a maior profundidade.

“A rotina da família, dos conhecidos, dos solidários e a minha é a de acompanhar e ajudar nas buscas. Mudei para Paraty para isso. E estamos nos mobilizando intensamente nas redes sociais. Precisamos de ajuda especializada, precisamos dos equipamentos da Marinha”, disse a namorada do copiloto, Thalya Ares Viana, em entrevista ao Metrópoles nesta quinta.

Acidente

O bimotor decolou do Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas (SP), e tinha como destino o Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Prevista para levantar voo às 17h, a aeronave partiu com 3h30 de atraso.

O avião caiu no mar na noite do dia 24 e as buscas começaram na manhã do dia seguinte. O veículo tinha autorização para realizar voos noturnos, mas não para táxi aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O corpo do piloto, Gustavo Carneiro, 37 anos, foi encontrado dois dias depois. Ele era de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e foi cremado no sábado (27/11) no Cemitério da Penitência, no Rio.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que uma aeronave C-130 Hércules participa das buscas e um helicóptero H-36 Caracal permanece à disposição, “podendo ser acionado em caso de necessidade de resgate”.

“Até o momento, uma área de mais de 5700 km² do litoral foi coberta pela busca aérea”, disse a corporação.

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