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Eleições 2026Brasil

MPT recebeu mais de 3 mil denúncias de assédio eleitoral em 2026

Ministério Público do Trabalho aponta alta após o segundo turno. Governo também contabiliza 45 casos de violência política e 10 mortes

28/10/2026 19:38
Ministério Público do Trabalho (MPT)
MPT recebeu mais de 3 mil denúncias de assédio eleitoral em 2026

O governo federal, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Judiciário trabalhista anunciaram nesta quarta-feira (28/10) um conjunto de medidas contra o assédio eleitoral nas relações de trabalho, prática que cresceu após o segundo turno das eleições.

Segundo o MPT, até o fim da tarde desta quarta-feira (28/10), o órgão recebeu 3.080 denúncias neste ciclo eleitoral, desde 1º de janeiro de 2026, das quais 1.143 foram registradas desde a última segunda-feira (26/10), um dia após o resultado das eleições.

São Paulo lidera, com 575 denúncias. Em seguida vêm Minas Gerais, com 316, Paraná, com 303 e Rio de Janeiro, com 229. Os cinco primeiros estados concentram 1.604 casos, mais da metade do total. Só São Paulo responde por cerca de 19% das denúncias. A maioria das denúncias ocorreu no mês de outubro, somando 2,3 mil.

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O procurador do MPT Maurício Coentro lembrou que o órgão recebe denúncias do tipo desde 2018, principalmente no período pré-eleitoral. Na coletiva, autoridades destacaram que o volume neste ano foi mais acentuado depois do segundo turno.

O governo lembrou que empresas flagradas em assédio eleitoral já podem sofrer restrição de crédito mas, anunciou a avaliação da criação de uma “lista suja” de empresas que cometerem assédio eleitoral a caráter de transparência.

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Mais cedo, em coletiva no Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram apresentados dados sobre violência política. O governo contabiliza 45 casos contra apoiadores do presidente Lula, incluindo 10 mortes, três delas de indígenas. A maioria ocorreu entre domingo (25/10) e segunda-feira (26/10), após a proclamação do resultado.

Também foram registrados sete atropelamentos intencionais, 14 casos de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos, cinco atentados a tiros, cinco casos de coação contra povos indígenas e seis de abuso policial. Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina lideram as ocorrências.

O ministro chefe da secretaria geral da presidência, Guilherme Boulos atribuiu os ataques a partidários e apoiadores do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro. “Não haverá impunidade nesses casos”, declarou.

O governo pedirá a concentração dos processos na PGR e acionará a Polícia Federal para identificar responsáveis nos crimes de competência federal. Também cobrará das corregedorias o afastamento e a punição de policiais envolvidos.