MPRJ investiga desvio de R$ 86 milhões em autarquia; diretor é preso
O MPRJ denunciou 11 pessoas por corrupção. Diretor do Instituto Rio Metrópole (IRM) é preso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), iniciou, nesta quinta-feira (9/7), uma operação que investiga 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM).
Agentes do Gaesf cumprem seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços na capital, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e em Teresópolis, na Região Serrana.
Entenda o caso
- O Instituto Rio Metrópole (IRM) é uma autarquia vinculada ao Governo do Estado do Rio de Janeiro responsável por atuar como braço técnico e executivo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ).
- Segundo a investigação do MPRJ, pelo menos 11 servidores do IRM usaram contratos firmados da autarquia para desviar recursos públicos por meio de um esquema.
Este esquema movimentou pelo menos R$ 86,28 milhões com fraude em licitação e contratações, além da lavagem de dinheiro para desviar outros recursos públicos
Duas empresas contratadas no âmbito do esquema para “prestar” serviços públicos, recebiam os valores do IRM e, posteriormente transferiam à Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), empresa de fachada para sacar o dinheiro em espécie
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre os presos está Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM).
Maurício Silva Knoploch dos Santos, é apontado como o articulador do direcionamento das licitações em favor das empresas contratadas. Diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, ele é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch e é considerado foragido. Santos era o responsável por coordenar o planejamento estratégico.

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Entre os presos durante ao operação estão:
- Franquis Dias Nepomuceno: diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil. Ele atuava como ordenador de despesas e controlava o grupo RioForte.
- Marcelo Lopes da Silva: procurador-geral do IRM, acusado de emitir pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato.
- Caroline Soares Barros: acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO, entidade de fachada usada para desviar e sacar os recursos em espécie.
- Amanda Íthala Santos da Paschoa: assumiu a fiscalização e validou os contratos, autorizando os pagamentos.

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Ver todasJá entre os demais denunciados, a Justiça aplicou pedidas cautelares que incluem o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País.
- Leilson de Souza Nepomuceno
- Gerson Luís de Araújo Rodrigues
- Hélio Augusto Machado Pessôa
- Roberto Accioly Peotta
- Roberto Peotta
Veja nota do MPRJ na íntegra:
“A operação realizada hoje pelo Ministério Público (MPRJ) é fruto de um trabalho conjunto entre os órgãos do Estado. O Governo do Estado identificou indícios de irregularidades nos contratos, por meio de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Instituto Rio Metrópole (IRM).
Assim que os relatórios foram concluídos, o Governo do Estado encaminhou formalmente o material ao Ministério Público, órgão competente para conduzir investigações criminais.
O MP aprofundou a apuração, reuniu as provas necessárias e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.
É importante destacar que o Instituto Rio Metrópole é uma autarquia cuja presidência possui mandato fixo de quatro anos. Diferentemente de cargos de livre nomeação e exoneração, a atual gestão foi nomeada na administração anterior e tem mandato até o final de dezembro de 2026.
O Governo do Estado reforça o compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o combate à corrupção.”


