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Brasil

MPRJ investiga desvio de R$ 86 milhões em autarquia; diretor é preso

O MPRJ denunciou 11 pessoas por corrupção. Diretor do Instituto Rio Metrópole (IRM) é preso

09/07/2026 08:46, atualizado 09/07/2026 09:35
MPRJ
imagem colorda de homem sendo preso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), iniciou, nesta quinta-feira (9/7), uma operação que investiga 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM).

Agentes do Gaesf cumprem seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços na capital, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e em Teresópolis, na Região Serrana.


Entenda o caso

  • O Instituto Rio Metrópole (IRM) é uma autarquia vinculada ao Governo do Estado do Rio de Janeiro responsável por atuar como braço técnico e executivo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ).
  • Segundo a investigação do MPRJ, pelo menos 11 servidores do IRM usaram contratos firmados da autarquia para desviar recursos públicos por meio de um esquema.

Este esquema movimentou pelo menos R$ 86,28 milhões com fraude em licitação e contratações, além da lavagem de dinheiro para desviar outros recursos públicos

Duas empresas contratadas no âmbito do esquema para “prestar” serviços públicos, recebiam os valores do IRM e, posteriormente transferiam à Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), empresa de fachada para sacar o dinheiro em espécie

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Entre os presos está Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM).

Maurício Silva Knoploch dos Santos, é apontado como o articulador do direcionamento das licitações em favor das empresas contratadas. Diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, ele é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch e é considerado foragido. Santos era o responsável por coordenar o planejamento estratégico.

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Denunciados

Entre os presos durante ao operação estão:

  • Franquis Dias Nepomuceno: diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil. Ele atuava como ordenador de despesas e controlava o grupo RioForte.
  • Marcelo Lopes da Silva: procurador-geral do IRM, acusado de emitir pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato.
  • Caroline Soares Barros: acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO, entidade de fachada usada para desviar e sacar os recursos em espécie.
  • Amanda Íthala Santos da Paschoa: assumiu a fiscalização e validou os contratos, autorizando os pagamentos.

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Já entre os demais denunciados, a Justiça aplicou pedidas cautelares que incluem o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País.

  • Leilson de Souza Nepomuceno
  • Gerson Luís de Araújo Rodrigues
  • Hélio Augusto Machado Pessôa
  • Roberto Accioly Peotta
  • Roberto Peotta

Veja nota do MPRJ na íntegra:

“A operação realizada hoje pelo Ministério Público (MPRJ) é fruto de um trabalho conjunto entre os órgãos do Estado. O Governo do Estado identificou indícios de irregularidades nos contratos, por meio de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Instituto Rio Metrópole (IRM).

Assim que os relatórios foram concluídos, o Governo do Estado encaminhou formalmente o material ao Ministério Público, órgão competente para conduzir investigações criminais.

O MP aprofundou a apuração, reuniu as provas necessárias e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.

É importante destacar que o Instituto Rio Metrópole é uma autarquia cuja presidência possui mandato fixo de quatro anos. Diferentemente de cargos de livre nomeação e exoneração, a atual gestão foi nomeada na administração anterior e tem mandato até o final de dezembro de 2026.

O Governo do Estado reforça o compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o combate à corrupção.”