
Mirelle PinheiroColunas

MPRJ denuncia Marcinho VP, Oruam e familiares por lavar dinheiro do CV
Na quarta-feira (29/4), a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os denunciados
atualizado
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, sua esposa Márcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada e aponta a existência de um esquema estruturado para “branqueamento” de recursos do tráfico de drogas em comunidades cariocas.
Segundo o MP, mesmo encarcerado há mais de 20 anos, Marcinho VP mantém influência direta sobre o Comando Vermelho, coordenando decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção.
A investigação sustenta que o grupo operava de forma organizada, com divisão de tarefas e atuação contínua.
De acordo com a denúncia, a gestão financeira do esquema ficaria a cargo de Márcia Nepomuceno, responsável por receber valores em espécie de traficantes e ocultar o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas.
Entre os nomes citados como fornecedores de recursos estão Edgar Alves de Andrade, o Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão.
Oruam, segundo o MP, seria beneficiário direto dos valores do crime. A promotoria afirma que o cantor utilizaria a carreira musical para dissimular a origem do dinheiro, que teria sido usado para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.
A denúncia divide o grupo em quatro núcleos:
- Liderança encarcerada: Marcinho VP, responsável pelas decisões estratégicas
- Núcleo familiar: Márcia, Oruam e Lucas Nepomuceno, que fariam a gestão dos recursos
- Suporte operacional: integrantes usados como “testas de ferro” para ocultação de bens
- Liderança operacional: traficantes responsáveis pela atuação nas comunidades e repasse de valores
Na quarta-feira (29/4), a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os denunciados.
O caso segue na Justiça.
