MPMA ouve 11 vereadores acusados de esquema que desviou R$ 56 milhões

Todos os vereadores, o prefeito e a primeira-dama da cidade de Turilândia, no Maranhão, foram presos em dezembro de 2025

atualizado

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Divulgação/Câmara de Turilândia
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1 de 1 imagem colorida vereadores de turilandia - Foto: Divulgação/Câmara de Turilândia

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) realizou, nesta quinta-feira (8/1), oitivas com os 11 vereadores presos da cidade de Turilândia, no Maranhão. Em dezembro de 2025, todos os vereadores, o prefeito e a vice-prefeita do município acabaram presos, suspeitos de um esquema milionário de desvio de dinheiro público.

Os depoimentos foram realizados por videoconferência. Segundo o MPMA, todos os vereadores optaram por ficar em silênio durante toda a audiência.

Ministério Público do Maranhão ouve vereadores presos de Turilândia, Maranhão
Ministério Público do Maranhão ouve vereadores presos de Turilândia, Maranhão

Foram ouvidos nesta quinta os seguintes vereadores: José Ribamar Sampaio (União Brasil); Mizael Brito Soares (União Brasil); Nadianne Judith Vieira Reis (PRD); Daniel Barbosa Silva (União Brasil); Sávio Araújo e Araújo (PRD); José Luís Araújo Diniz (União Brasil); Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil); Josias Fróes (Solidariedade); Carla Regina Pereira Chagas (PRD); Inailce Nogueira Lopes (União Brasil) e Valdemar Barbosa (Solidariedade).

De acordo com o MPMA, o valor total dos desvios chega a mais de R$ 56 milhões. Os depoimentos no Ministério Público do Maranhão começaram na segunda-feira (5/1), com pessoas que não são agentes públicos e teriam participado no esquema.

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil) iria depor nessa terça-feira (6/1), mas seu depoimento foi adiado para sexta-feira (9/1).

O esquema

Segundo investigações do MPMA, a organização criminosa era liderada pelo prefeito Paulo Curió, com o apoio da vice-prefeita Tânia Mendes e da ex-vice-prefeita Janaína Lima. O esquema foi montado por meio de contratos fraudulentos de licitações com empresas de fachada, que eram usadas como laranjas para o desvio dos recursos.

Os vereadores teriam recebido dinheiro do esquema para não cobrar prestação de contas e fazer questionamentos sobre os contratos.

Veja as empresas envolvidas:

  • Posto Turi
  • SP Freitas Júnior Ltda.
  • Luminer Serviços Ltda.
  • MR Costa Ltda.
  • AB Ferreira Ltda.
  • Climatech Refrigeração e Serviços Ltda.
  • JEC Empreendimentos
  • Potencial Empreendimentos e Cia Ltda.
  • WJ Barros Consultoria Contábil
  • Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda.

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