MP pede à polícia imagens da ação no Jacarezinho e laudos dos mortos
O órgão alega que criou força-tarefa para investigação independente sobre o caso e informou que já tomou 11 depoimentos de testemunhas

Rio de Janeiro – A força-tarefa do Ministério Público do estado pediu à Polícia Civil imagens aéreas da operação na comunidade do Jacarezinho, realizada no último dia 6, além da conclusão dos laudos de necropsia, com esquema de lesões, e registros fotográficos dos 28 mortos, 27 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas e o policial civil André Frias, de 48 anos, em um prazo de dez dias.
As roupas das vítimas serão enviadas para uma instituição independente para a realização de perícia. A ação é considerada a mais letal da história do estado.
Em nota, o órgão informou que ouviu 11 testemunhas, entre elas as que presenciaram a ação e a remoção dos corpos.
“Os depoimentos foram gravados e as pessoas solicitaram a preservação de suas imagens, permanecendo o registro de áudio. Foi oferecido atendimento a cargo da Coordenadoria Geral de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana em abordagem psicossocial, sendo que as testemunhas encaminhadas a partir da Defensoria Pública tiveram seus depoimentos acompanhados por representantes daquela instituição”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasO Ministério Público, que rejeitou pedido do Ministério Público Federal para autuar em conjunto com a Polícia Federal nas investigações, criou um atendimento 24 horas para receber denúncias de abusos em ações policiais. O telefone é o (21) 2215-7003.
Desde junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que operações em comunidades sejam realizadas apenas em caráter excepcional. Desde então, foram realizadas mais de 500.











