Motta pede diálogo entre Lula e Davi: “Não podemos levar para o pessoal”

Presidente da Câmara foi escalado para ser o interlocutor de Lula com o Senado, diante da rusga causada pela indicação de Messias

atualizado

metropoles.com

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Lula recebe Hugo Motta e Davi Alcolumbre no Planalto. Brasília
1 de 1 Lula recebe Hugo Motta e Davi Alcolumbre no Planalto. Brasília - Foto: VINICIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, nesta terça-feira (26/5), que trabalha para retomar o diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e declarou “não poder se levar para o pessoal aquilo que é importante” ao falar da tramitação do fim da escala 6×1.

“Apesar de qualquer problema que possa ter acontecido, o presidente Davi tem na sua formação o estilo colaborativo. Não podemos levar para o pessoal ou para a relação aquilo que é importante ser votado pelo bem da sociedade”, disse, em entrevista à CNN.

Ele prosseguiu: “Eu tenho procurado ajudar para que depois desse incidente da indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal Jorge Messias, o presidente Lula possa voltar a conversar com o presidente Davi”.

O deputado paraibano se reuniu com Lula nessa segunda-feira (25/5) para fechar o texto da proposta de emenda à constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e que deverá ser votado pela Câmara esta semana. No Senado, o cenário ainda é incerto para o Planalto, o que faz de Motta um interlocutor essencial para o governo.

Para o presidente da Câmara, a interlocução entre os chefes dos Poderes deve ser retomada e que desavenças causadas pelo “inicidente” da rejeição histórica à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser superadas em prol das pautas prioritárias que, além da PEC da 6×1 também incluem o PL dos minerais críticos e a PEC da Segurança.

Alcolumbre se reúne com empresários

Na tarde desta terça, Alcolumbre deverá se reunir com representantes do setor produtivo para tratar da PEC do fim da escala 6×1.

O pedido do encontro se deu por representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Também participarão a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS) e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Trata-se de um aceno de Alcolumbre a setores patronais, que criticaram a PEC e o calendário estabelecido na Câmara.Deputados aliados de Motta têm levantado preocupações sobre o futuro da PEC no Senado justamente por causa da má relação entre o chefe do Legislativo e o Poder Executivo.

O receio é que esse estremecimento possa favorecer pontos pró-empresas e mudar o teor da proposta, que deverá ser votada na comissão especial nesta quarta-feira (27/5) e depois no plenário.

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