Mossoró: apesar de afastar servidores, MJ não vê culpa direta em fuga

Quatro servidores que ocupavam cargos de chefia na Penitenciária Federal de Mossoró foram afastados pelo MJ

atualizado

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Imagem colorida de ministro Ricardo Lewandowski em coletiva sobre Mossoró - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de ministro Ricardo Lewandowski em coletiva sobre Mossoró - Metrópoles - Foto: Giovanna Estrela/Metrópoles

A Polícia Federal não encontrou indícios de ação de servidores ou terceiros na fuga de dois presos de alta periculosidade da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em 14 de fevereiro de 2024. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13/2), pelo Ministério da Justiça.

De acordo com o ministro da pasta, Ricardo Lewandowski, o relatório da PF sobre a investigação da fuga será divulgado nesta sexta-feira (14/2).

“Foram identificadas falhas nos procedimentos operacionais. Não há indícios, tanto no processo administrativo, quanto na informação que temos com relação ao crédito policial, de participação de terceiros, servidores ou colaboradores nesse processo de culpa”, disse o ministro.

Apesar da afirmativa, o Ministério da Justiça determinou o afastamento cautelar de quatro servidores da Penitenciária Federal de Mossoró. A decisão visa assegurar a integridade das investigações que apuram as circunstâncias do caso.

Os servidores afastados ocupavam cargos de chefia em diversas divisões da unidade prisional.

Relembre a fuga

Rogério da Silva Mendonça, conhecido como “Tatu”, e Deibson Cabral Nascimento, o “Deisinho”, ambos integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em 14 de fevereiro de 2024.

A fuga mobilizou uma das maiores operações de busca já realizadas no Brasil, com o envolvimento de cães farejadores, drones, helicópteros e reforço policial nas fronteiras. As forças de segurança também acionaram a Interpol para monitorar possíveis tentativas de saída do país.

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Fugitivos de Mossoró, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram recapturados em abril
Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte
4 de abril – Após 50 dias de busca, Polícia Federal prende em Marabá, no Pará, os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró
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4 de abril – Após 50 dias de busca, Polícia Federal prende em Marabá, no Pará, os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró

Polícia Rodoviária Federal/ PRF
Fugitivos de Mossoró, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram recapturados em abril
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Fugitivos de Mossoró, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram recapturados em abril

Reprodução
Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte
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Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte

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Nos dias seguintes à fuga, pegadas, roupas e objetos deixados pelos fugitivos ajudaram os agentes a rastrear seus deslocamentos. As investigações apontaram que a facção criminosa Comando Vermelho forneceu uma rede de apoio aos foragidos, garantindo transporte e abrigo enquanto atravessavam os estados do Ceará, Piauí e Maranhão rumo ao Pará.

Após 50 dias de buscas intensas, os fugitivos foram finalmente capturados em Marabá (PA), a 1.600 km de Mossoró. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a dupla foi encurralada junto com quatro comparsas em uma ponte na Rodovia Federal 222, nas proximidades de Marabá, por volta das 13h30.

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