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Brasil

Moraes define data de acareação entre Cid e Braga Netto. Veja

Braga Netto deixará a prisão no Rio de Janeiro para comparecer ao STF e participar da acareação com Mauro Cid

17/06/2025 16:30, atualizado 17/06/2025 20:15
Arte sobre fotos Hugo Barreto e Breno Esaki/Metrópoles
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para a próxima terça-feira (24/6) a acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general Braga Netto, ambos réus na Ação Penal nº 2.668, que apura uma trama para a tentativa de um golpe de Estado entre 2022 e 2023.

A acareação será somente com Cid e Braga Netto acompanhados por seus advogados, em sessão fechada, presidida pelo ministro Alexandre de Moraes.

A sessão está marcada para acontecer às 10h de terça. Braga Netto deixará a prisão no Rio de Janeiro para comparecer ao STF presencialmente.

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General Braga Netto está preso em uma unidade do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro de 20224
Moraes define data de acareação entre Cid e Braga Netto. Veja - imagem 3
Walter Braga Netto é general da reserva do Exército
A expectativa é de que Mauro Cid comece agora a cumprir a pena de dois anos, determinada em razão da participação na trama golpista
Braga Netto foi ministro no governo Bolsonaro
Mauro Cid e o advogado César Bittencourt durante julgamento no STF
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Mauro Cid e o advogado César Bittencourt durante julgamento no STF

Fellipe Sampaio/STF
General Braga Netto está preso em uma unidade do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro de 20224
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General Braga Netto está preso em uma unidade do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro de 20224

Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Hugo Barreto/Metrópoles
Walter Braga Netto é general da reserva do Exército
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Walter Braga Netto é general da reserva do Exército

Igo Estrela/Metrópoles
A expectativa é de que Mauro Cid comece agora a cumprir a pena de dois anos, determinada em razão da participação na trama golpista
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A expectativa é de que Mauro Cid comece agora a cumprir a pena de dois anos, determinada em razão da participação na trama golpista

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Braga Netto foi ministro no governo Bolsonaro
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Braga Netto foi ministro no governo Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
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Rosinei Coutinho/STF
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Arte sobre fotos Hugo Barreto e Breno Esaki/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Braga Netto
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Jair Bolsonaro e Braga Netto

Rafaela Felicciano/Metrópoles

No entanto, a defesa do ex-ministro pediu a Moraes que adie a sessão para quarta-feira (26/6), em virtude de o advogado de Braga Netto estar em uma viagem internacional e não ter tempo hábil para comparecer na sessão de terça-feira.

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Delação

Na sua delação, Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou ter participado de uma reunião com o general para discutir o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”. Também declarou que Braga Neto lhe entregou dinheiro para ser repassado ao major De Oliveira, com o objetivo de financiar as operações do plano.

A defesa de Braga Netto contestou as declarações e alega que Cid, como delator no inquérito, não apresentou provas de acusações feitas contra o general.

“Sem a acareação, restaria a esta defesa a produção de provas negativas, algo tão inadmissível quanto impor ao requerente o ônus de fazer prova sobre as acusações feitas contra si”, afirma o advogado José Luis Oliveira Lima.

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Acareação

  • A acareação é um procedimento legal em que duas ou mais pessoas que prestaram depoimentos divergentes são colocadas frente a frente, perante uma autoridade judicial, para esclarecer as contradições. O objetivo é apurar a verdade sobre os fatos investigados, confrontando as versões apresentadas e buscando a conciliação das declarações.
  • A acareação foi pedida pela defesa de Braga Netto, como antecipou o Metrópoles, na coluna da Andreza Matais.

Já às 11h também acontecerá a acareação entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, réu na Ação Penal nº 2.668, e o ex-comandante do Exército no governo Bolsonaro, general Marco Antônio Freire Gomes.