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"Mono": marqueteiro ligado ao MBL é acusado de racismo contra Vini Jr.. Veja vídeo

Segundo Eduardo Bisotto, as acusações são injustas e terão resposta na Justiça. Transmissão original foi retirada do ar

Álvaro Luiz11/06/2026 16:49
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Reprodução/X
Imagem colorida, "Mono": marqueteiro ligado ao MBL é acusado de racismo contra Vini Jr. - Metrópoles

O marqueteiro e comentarista político Eduardo Bisotto, ligado ao partido Missão e ao Movimento Brasil Livre (MBL), tem sido alvo de críticas nas redes sociais após a circulação de um vídeo em que ele teria chamado o jogador da Seleção Brasileira, Vini Jr., de “mono” (“macaco”, em espanhol), durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.

Confira: 

O episódio ocorreu no último fim de semana. Bisotto comentava o amistoso entre Brasil e Egito, último jogo da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo de 2026. O trecho começou a circular nas redes nesta quinta-feira (11/6) e, rapidamente, ganhou repercussão. Após a viralização, a transmissão original foi retirada do ar.

Enquanto analisava a atuação de Vini Jr. na partida, Bisotto fez críticas ao atacante e afirmou: “Virgínio é incapaz de acompanhar a capacidade. A incapacidade cognitiva dessa gente me irrita”. Na sequência, completou: “Vamos, ô mono”.

A palavra “mono” significa “macaco” em espanhol. O termo ganhou forte carga racista nos últimos anos por ter sido utilizado em diversos ataques contra Vini Jr., durante partidas do Campeonato Espanhol.

Logo após a fala, uma mulher que estava ao fundo da transmissão parece perceber o impacto da declaração e interrompe Bisotto. “Eduardo!”, diz ela em tom de alerta.

Bisotto rebate acusações

O vídeo se espalhou rapidamente e gerou uma onda de críticas ao comentarista, com internautas apontando que a expressão utilizada por ele reproduz o mesmo insulto racista que o atacante do clube espanhol Real Madrid já enfrentou repetidas vezes na Espanha.

Diante da repercussão, Bisotto publicou um longo texto em seu perfil no X e afirmou que não pretende pedir desculpas. Segundo ele, as acusações são injustas e terão resposta na Justiça.

“Não esperem pedido de desculpas. Nem textão no estilo ‘quem me conhece, sabe’. Os criminosos que me atacam nas redes terão a oportunidade de provar em juízo que eu sou racista. E vão descobrir que a vida real é mais complicada do que o esgoto em que estão acostumados a viver”, escreveu.

Na mesma publicação, Bisotto citou episódios e figuras públicas para sustentar que não possui histórico de atitudes racistas. Ele lembrou que criticou a derrota de Vini Jr. para Rodri na disputa pela Bola de Ouro, afirmando na época que havia um componente de racismo europeu na decisão.

Bisotto ainda destacou sua admiração pelo piloto Lewis Hamilton e mencionou a amizade com o deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP), além de se definir como um “fervoroso defensor da miscigenação brasileira”.

Ele nega ligação profissional com o MBL

No mesmo texto, Bisotto negou que seja marqueteiro do MBL e afirmou que a repercussão do caso teria motivação política.

“Renan Santos cresce pra cacete. Tentam me vender como seu marqueteiro, algo que eu não sou. Como seguidas vezes tentaram criar gurus para o MBL, um movimento que nunca teve este tipo de figura”, declarou.

Ao final da manifestação, ele reafirmou que não pretende se desculpar e voltou a dizer que acionará judicialmente quem o acusar de racismo. “Quem afirmar publicamente que sou racista, crime grave, hediondo e imprescritível, terá a oportunidade de provar seu ponto na Justiça”, concluiu.

Confira na íntegra:

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