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Enviado especial a São Bernardo do Campo (SP) – A possível rendição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a missa em homenagem aos 68 anos da ex-primeira-dama Marisa Letícia, neste sábado (7/4), divide a opinião dos militantes que fecham as ruas e entradas do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP).

Enquanto um grupo quer manter o petista livre a qualquer custo, outros deixam para Lula a decisão de se entregar. Desde as primeiras horas de hoje, militantes e apoiadores, aos poucos, voltam a se concentrar nos arredores do prédio, no ABC Paulista.

“O Lula vai ficar aqui. Ele não tem como se entregar com o pessoal todo aqui fora, é refém dos movimentos sociais”, diz Luciano Santos, técnico de operação da Petrobras. Companheiro de petrolífera, Simão Zanardi acredita que se trata de uma tentativa de desmobilização da resistência. “Para mim, eles estão fazendo o jogo para ele se entregar, pois está em jogo a desmoralização do judiciário na medida que o Lula resiste”, analisa Zanardi.

“Preso político”
Por outro lado, há quem deixe a decisão para o próprio Lula. ” Ele é quem tem de decidir, mas, se ele for, estará assumindo a culpa. Eles (policiais federais) têm de vir buscá-lo aqui para mostrar que ele é um preso político, sendo levado do meio de nós”, condiciona Osmar Honório, assessor legislativo.