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Em entrevista à CGTN America, canal da China Global Television Network, o juiz federal Sérgio Moro comentou as críticas sobre sua condução no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O magistrado falou com o jornalista Stephen Gibbs, na 13ª Vara Federal de Curitiba, nessa sexta-feira (6/4). A conversa, em inglês, foi na mesma sala de audiência na qual Lula prestou depoimentos ao togado.

Sobre a velocidade com a qual expediu a ordem de prisão, Moro afirmou que não havia razão para protelar o pedido. “Ele [Lula] foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso executar a sentença. Simples assim. Não vejo qualquer razão específica para adiar mais”, disse.

Em relação ao desfecho da prisão do petista – que negociou se entregar após celebração de uma missa em homenagem à sua esposa falecida, Marisa Letícia –, Moro se esquivou e preferiu não traçar perspectivas. Ele admitiu não se sentir “muito confortável” em responder algumas questões sobre o caso.

“Eu recebi o ofício do TRF-4 ordenando a prisão e simplesmente a cumpri. Não tenho escolha, senão cumprir a ordem. Acho que ainda está cedo para saber se ele vai se entregar ou se a polícia vai ter de realizar a prisão. Mas eles estão trabalhando”, concluiu Moro.

A entrevista já estava marcada há meses e foi realizada horas antes de se encerrar o prazo concedido pelo juiz para a apresentação de Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), às 17h dessa sexta-feira.

A prisão

Lula foi para a sede dos Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo (SP), quando soube da ordem de prisão. Após mais de 30 horas, ele negociou com a PF e pretende se entregar neste sábado (7). Manifestantes fazem um cerco ao prédio da organização sindical, em apoio ao ex-presidente.

Um ato com a presença de artistas populares está marcado para as 9h, momento em que deve ser celebrada uma missa. Em seguida, a expectativa é que Lula cumpra sua pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

 

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