Michelle se manifesta após Moraes ordenar monitoramento de Bolsonaro

Ex-primeira-dama afirma que passa por grande desafio, cita perseguição e diz “suportar humilhações” em mensagem publicada em rede social

atualizado

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Michelle Bolsonaro
1 de 1 Michelle Bolsonaro - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez uma postagem em uma das redes sociais dela, nesta terça-feira (26/8), na qual afirma que tem passado por um desafio “enorme” para “resistir à perseguição” e “suportar as humilhações”. A declaração de Michelle foi feita horas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que a Polícia Penal do Distrito Federal realize monitoramento em tempo integral nas imediações da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Sabe… a cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resitir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações”, postou a ex-primeira dama no Instagram.

Ainda na publicação, Michelle diz: “Nós vamos vencer”. Ela afirma na declaração que há uma “promessa” de Deus e que o ama independentemente dos “dias ruins”.

Veja reprodução da postagem:

Imagem colorida do print da postagem de Michelle Bolsoanro sobre monitoramento de Bolsonaro
Postagem de Michelle Bolsonaro

“Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo, e nós temos uma promessa. Pai, eu Te amo, independente dos dias ruins (sic). Eu Te louvo de todo o meu coração. O Senhor não perdeu o controle de absolutamente nada. Hoje eu declaro: o Brasil pertence ao Senhor Jesus!”, encerra a manifestação.

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Michelle Bolsonaro se declarando para Bolsonaro
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Prisão domiciliar

Jair Bolsonaro reside em um condomínio no Setor Habitacional Jardim Botânico, em Brasília. Desde o dia 4 de agosto deste ano, ele cumpre prisão domiciliar por ordem de Moraes. O ministro do STF considerou que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares que haviam sido impostas a ele.

Moraes determinou, nesta terça, em concordância com uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), o monitoramento integral de Bolsonaro. A PGR entendeu haver risco de fuga do ex-presidente e se pronunciou favorável à vigilância extra, após uma provocação do líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, deputado Lindbergh Farias.

O deputado enviou ofício à Polícia Federal (PF) pedindo por um monitoramento maior de Bolsonaro, entendendo existir risco de fuga do ex-presidente para a Argentina. Lindbergh fundamentou o pedido de monitoramento no fato de a PF ter encontrado um documento no celular do ex-presidente que indicaria a intenção de solicitar asilo político no país vizinho.

Dentro de casa

Após Moraes determinar a realização do reforço policial na vigilância de Bolsonaro, a PF encaminhou, nesta terça, um ofício ao ministro do STF para que o trabalho de monitoramento “integral das atividades” do ex-presidente seja realizado dentro da residência dele, e não na imediações apenas.

O pedido da PF para o monitoramento dentro da residência de Bolsonaro e Michelle foi encaminhado por Moraes para a PGR, que deve emitir um parecer a respeito da demanda. O despacho não cita prazo para resposta.

O processo

A determinação da prisão domiciliar e do reforço no monitoramento de Bolsonaro foram tomadas no âmbito do inquérito 4.995. A apuração visa esclarecer a suspeita de atuação de Bolsonaro e do filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na coação no curso do processo.

A coação seria para atrapalhar o andamento da ação penal nº 2.668, que trata da suposta tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a eleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. O julgamento da referida ação penal começa na próxima terça-feira (2/9).

Pai e filho foram indiciados pela suposta prática do crime de coação. Eduardo segue nos Estados Unidos, desde fevereiro deste ano.

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