Jair Renan diz que monitoramento de Bolsonaro é “perseguição política”
Filho do ex-presidente, o vereador por Balneário Camboriú (SC) mencionou em postagem na rede social X que pai está “todo remendando”
atualizado
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O vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (26/8) que o monitoramento do pai ordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes faz com que o pai seja tratado como um “criminoso de alta periculosidade” e que se trata de uma “perseguição política”. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o último dia 4/8.
“Nem os chefes do tráfico recebem um monitoramento 24 horas como esse. Isso não é justiça, é perseguição política, e está acontecendo diante dos nossos olhos com Jair Bolsonaro”, afirmou Renan na rede social X minutos após a ordem de Moraes se tornar pública.
A determinação para que Bolsonaro seja monitorado de forma integral foi tomada em decisão do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi imposta para cumprimento realizado pela Polícia Penal do Distrito Federal.
Veja a publicação de Jair Renan:

Mais adiante da mensagem, o filho de Bolsonaro classificou a decisão do ministro do STF como um “absurdo” e afirmou que o pai está “todo remendado” por causa de problemas de saúde.
“Que absurdo! Um senhor de 70 anos, cheio de problemas de saúde, todo remendado, sendo tratado como se fosse um criminoso de alta periculosidade”, disse Renan.
A publicação foi feita acompanhada de uma foto antiga de Bolsonaro após um procedimento médico. Ele aparece em uma cama de hospital, consciente, mas com uma sonda nasal e dispositivos de monitoramento de sinais vitais.
A decisão de Moraes desta terça diz que a medida visa a garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro. A determinação do ministro do STF atende a um pedido do líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias.
O processo
A determinação da prisão domiciliar e do reforço no monitoramento de Bolsonaro foram tomadas no âmbito do inquérito 4.995. A apuração visa esclarecer a suspeita de atuação de Bolsonaro e do filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na coação no curso do processo.
A coação seria para atrapalhar o andamento da ação penal nº 2.668, que trata da suposta tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a eleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. O julgamento da referida ação penal começa na próxima terça-feira (2/9).
Pai e filho foram indiciados pela suposta prática do crime de coação. Eduardo segue nos Estados Unidos, desde fevereiro deste ano.
