Metanol: Lewandowski não descarta ligação de crise com o PCC

PF ainda investiga se crime organizado está envolvido na crise de adulteração de bebidas com metanol no país

atualizado

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Ricardo Lewandowski
1 de 1 Ricardo Lewandowski - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou, na tarde desta terça-feira (7/10), que a Polícia Federal (PF) não descarta a possibilidade de ligação entre a crise de adulteração de bebidas com metanol e o crime organizado, após a realização de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Lewandowski reuniu-se com representantes da indústria de bebidas alcoólicas e de associações de combate à falsificação para discutir os casos de intoxicação por metanol registrados no Brasil, e destacou que a PF não rechaça a hipótese de envolvimento do crime organizado.

“Se a origem do metanol for de um produto vegetal, seguimos uma linha de investigação. Se for de um produto fóssil, adotamos outra linha. Nós não descartamos absolutamente nenhuma hipótese”, explicou o ministro.

Lewandowski prosseguiu: “Caso se confirme que esse metanol tem origem em produtos fósseis, é possível que haja relação com aquela megaoperação que realizamos sobre adulteração de combustíveis e infiltração do crime organizado nesse setor. Ou seja, pode haver conexão entre a adulteração de bebidas com metanol e a atuação do crime organizado. É por isso que a Polícia Federal ingressou no caso”, explicou.

Apesar disso, o ministro ressaltou que, embora a maioria dos casos esteja concentrada em São Paulo, não se descarta a atuação da PF — sem prejuízo do trabalho da Polícia Civil paulista e das demais forças estaduais.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, entretanto, negou qualquer envolvimento do crime organizado no caso.

“Estamos, inclusive, colocando à disposição nossa Polícia Científica, que tem condições de identificar — por assim dizer — o ‘DNA’ do metanol. A partir dessa identificação, poderemos rastrear os distribuidores ilegais e, eventualmente, responsabilizar aqueles que cometeram ou contribuíram para a prática dos crimes”, pontuou Lewandowski durante a coletiva.

Comitê interministerial

Lewandowski determinou a criação de um comitê interministerial para lidar com a crise de adulteração de bebidas com metanol no país.

“Trata-se de uma crise de saúde pública, de certa maneira inusitada, pois as pessoas estão sendo afetadas por um produto cuja toxicidade e cujos efeitos nocivos à saúde humana ainda não eram amplamente conhecidos”, explicou o ministro.

Segundo ele, o país registrava, em média anual, 20 casos de intoxicação por metanol.

“Após uma discussão bastante produtiva, chegamos à conclusão de que seria importante criar um comitê de enfrentamento da crise do metanol — um comitê informal, que possibilite a troca de informações, o compartilhamento de boas práticas e o anúncio de providências adotadas tanto pelo setor público quanto pelo privado”, destacou Lewandowski.

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