Lewandowski cria comitê integrado para lidar com crise do metanol

Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski afirmou que pasta vai criar um comitê para monitorar o surto de metanol no país

atualizado

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O ministro Ricardo Lewandowski
1 de 1 O ministro Ricardo Lewandowski - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, determinou a criação de um comitê interministerial para lidar com a crise de adulteração de bebidas com metanol no país.

O chefe da pasta se reuniu, na manhã desta terça-feira (7/10), com representantes da indústria de bebidas alcoólicas e de associações de combate à falsificação para discutir os casos de intoxicação por metanol registrados no Brasil. Lewandowski afirmou que o ministério terá um comitê específico para enfrentar a situação.

“Trata-se de uma crise de saúde pública, de certa maneira inusitada, pois as pessoas estão sendo afetadas por um produto cuja toxicidade e cujos efeitos nocivos à saúde humana ainda não eram amplamente conhecidos”, explicou o ministro.

Segundo ele, o país registrava, em média, 20 casos por ano de intoxicação por metanol.

O ministro prosseguiu: “Após uma discussão bastante produtiva, chegamos à conclusão de que seria importante criar um comitê de enfrentamento da crise do metanol, um comitê informal, que possibilite a troca de informações, o compartilhamento de boas práticas e o anúncio de providências adotadas tanto pelo setor público quanto pelo privado”, completou Lewandowski.

Surto de casos

Desde o início da última semana, o Brasil enfrenta um surto de intoxicações por metanol, uma substância química adicionada ilegalmente em bebidas alcoólicas para substituir o etanol, por ser mais barato.

Na terça-feira (30/9), a Polícia Federal (PF) começou a investigar a procedência e a rede de distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. As primeiras apurações apontam que quadrilhas especializadas em adulteração de bebidas alcoólicas podem estar por trás da crise.

A PF ainda apura conexões com o tráfico de combustíveis e a importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá (PR) e já trabalha com a hipótese de que o esquema de adulteração de bebidas com metanol não se limita a produtores clandestinos isolados, com indícios de envolvimento de facções criminosas.

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