Mesmo no recesso parlamentar, articulação para Messias no STF continua
Indicado do presidente Lula deverá passar por sabatina no Senado para poder ocupar uma cadeira na Suprema Corte
atualizado
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Ainda que o Congresso Nacional esteja em recesso parlamentar, que só terá fim em 2 de fevereiro, as articulações para tentar emplacar o nome de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) continuam.
Líderes próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), relataram à reportagem que as conversas estão em andamento. O senador ainda está no Amapá, e a previsão de volta é na semana que antecede a volta dos trabalhos no Congresso.
A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar uma cadeira na Suprema Corte causou uma rusga com o Senado, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para ser o novo jurista.
O relator da indicação do AGU no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), falou com Messias ao menos três vezes este ano. Ele é o responsável por pavimentar o caminho até o Supremo.
O caminho para emplacar Messias no STF
- Mesmo com o Congresso parado até 2 de fevereiro, continuam as conversas para viabilizar Jorge Messias no STF;
- A indicação de Lula gerou rusga porque o Senado defendia Rodrigo Pacheco, levando Alcolumbre a desmarcar a sabatina;
- Lula e Alcolumbre se encontraram antes do Natal; interlocutores dizem que a relação está pacificada, o que favorece Messias
- Apesar da confiança do Planalto, a indicação oficial não foi enviada e não há acordo fechado para aprovação.
A indisposição fez Alcolumbre desmarcar a sabatina que estava prevista para 10 de dezembro, e a rodada de questionamentos ainda não tem uma nova data para ser realizada.
Lula e Alcolumbre se encontraram às vésperas do Natal, conforme apurou a reportagem. Interlocutores dizem que o “assunto Messias” não foi mencionado, mas que a relação entre os dois está pacificada, o que ajuda a pavimentar o caminho do ministro para adentrar à Corte.
Messias participou do evento que marcou os três anos dos atos do 8 de Janeiro. No evento, foi possível observá-lo conversando com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), um dos principais fomentadores de sua indicação.
A jornalistas, o senador baiano afirmou que ainda não há acordo para a aprovação do AGU. “Eu estou trabalhando os votos, mas acho que ele [Messias] terá os votos para ser aprovado”, disse.
Embora a cúpula do Planalto esteja confiante na aprovação de Messias, a casa Executiva ainda não enviou a mensagem presidencial que oficializa a indicação. Lula declarou que isso será feito quando encerrar o recesso parlamentar.
O ministro da AGU também participou do ato no STF e se posicionou ao lado do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Ele pediu sua demissão a Lula na última sexta-feira (9/1). Um dos motivos seria a divisão do órgão em dois: seria criado o Ministério da Segurança Pública.
